Lucas Chachine assume presidência da Câmara de Comércio de Moçambique após unificação de listas

DESTAQUE ECONOMIA
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  • Fileu Pava é presidente de Mesa de Assebleia Geral e Dixon Chongo vice-presidente

O empresário moçambicano e presidente do Conselho de Administração da Vodacom, Lucas Chachine, que chegou a ter a sua candidatura invalidada por ordem do tribunal, na sequência de uma providência cautelar, foi homologado, esta quinta-feira (05), como presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) para o triénio 2026–2029.

Depois de meses marcados por controvérsia, com o processo a ganhar dimensão mediática e judicial, foi alcançado um consenso entre as duas listas concorrentes, que acabaram por se unificar numa única, sufragada por unanimidade. No âmbito deste entendimento, Fileu Pave, que inicialmente manifestara intenção de concorrer à presidência, passa a assumir a presidência da Mesa da Assembleia Geral, enquanto Dixon Chongo ocupa o cargo de vice-presidente.

No seu discurso após a confirmação, Chachine afirmou que assume o cargo com elevado sentido de responsabilidade e compromisso com a modernização da mais antiga agremiação empresarial e comercial do país.

“Recebo este mandato com espírito de serviço, humildade e, sobretudo, com uma visão clara: construir uma Câmara mais moderna, mais inclusiva, mais abrangente, mais digital e mais orientada para resultados concretos, tanto para os seus membros como para o país”, declarou.

O presidente eleito reconheceu que o novo mandato decorre num contexto particularmente exigente para o sector privado nacional.

“Vivemos num contexto desafiante, em que as empresas moçambicanas enfrentam constrangimentos estruturais, burocracia excessiva, dificuldades de financiamento, bem como os impactos das instabilidades em algumas regiões, num ambiente económico global cada vez mais competitivo”, afirmou.

Ainda assim, destacou que o momento também encerra oportunidades estratégicas para o empresariado nacional.

“Vivemos igualmente um tempo de oportunidades, ligadas à renovação, à transformação digital, à juventude empreendedora e ao enorme potencial económico que o país possui. É neste contexto que apresentamos um manifesto de responsabilidade, renovação e colaboração, não apenas um manifesto político, mas um verdadeiro compromisso de acção”, sublinhou.

Para os próximos anos, Lucas Chachine avançou que a prioridade da nova direcção será o reforço institucional da CCM, com foco na digitalização dos serviços, no reforço da transparência da gestão e na capacitação da equipa técnica.

“Queremos uma Câmara acessível, eficiente e próxima dos seus associados, com plataformas digitais funcionais, comunicação activa e métricas claras de desempenho. Vamos trabalhar de forma determinada, com apoio directo aos nossos membros. Queremos que todos os membros, os actuais e os que ainda virão, façam parte da Câmara e sintam verdadeiramente que a Câmara é deles”, afirmou.

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