Ataques terroristas provocam deslocamento de cerca de 12 mil pessoas em Cabo Delgado

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O Ministro da Defesa Nacional e Segurança, Cristóvão Chume, revelou que os recentes ataques terroristas nos distritos de Ancuabe e Chiure, na província de Cabo Delgado, resultaram no deslocamento de cerca de 12 mil pessoas, embora os números ainda não sejam definitivos. As declarações foram feitas durante a IV Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre Moçambique e Tanzânia, realizada esta quinta-feira, 31 e Julho.

Segundo Chume, os grupos terroristas conseguiram aceder a zonas mais distantes do epicentro do conflito, como Macomia, expandindo a sua acção destrutiva para novos distritos. “Destruíram habitações, bens da população, incluindo também mortes. Esta situação não pode deixar as Forças de Defesa e Segurança satisfeitas, tendo em conta a nossa nobre responsabilidade de proteger as populações”, afirmou.

O ministro garantiu que as Forças Armadas continuam em constante treino e prontidão para travar o avanço dos insurgentes, embora reconheça que é impossível evitar todos os ataques. “A nossa capacidade é de evitar que o terrorismo volte a recrudescer na província de Cabo Delgado. Vamos continuar a minimizar a acção e o avanço do terrorismo”, reforçou.

Chume sublinhou ainda que o combate ao extremismo violento requer paciência e cooperação internacional.

“Mesmo as grandes nações que combatem o terrorismo precisam de paciência. A inteligência é a chave para travarmos as acções terroristas”, disse, destacando o papel da Tanzânia na vigilância fronteiriça e a colaboração de outros países como o Ruanda, Malawi, Zimbabué, África do Sul e parceiros da União Europeia.

“Quem apoia o Moçambique no combate ao terrorismo não é somente o Ruanda.

É a Tanzânia, é o Malawi, é o Zimbabué, é a África do Sul, é a União Europeia e tantos outros países que até não aparecem que nos apoiam não só do ponto de vista de pessoas e equipamentos no terreno, mas também ao nível de inteligência. Como sabem, no combate ao terrorismo, a inteligência é a chave primordial para cortarmos aquilo que são as acções do terrorismo”, afirmou.

Sobre a retirada da força da SAMIM, o ministro garantiu que os resultados alcançados durante a missão foram satisfatórios e que a sua retirada estava prevista.

“A actual situação não depende da saída da SAMIM. Continuaremos a investir no capital humano e nos equipamentos necessários para combater o terrorismo com os nossos próprios meios”, afirmou.

Para finalizar, Cristóvão Chume, garantiu que as autoridades locais e organizações da sociedade civil, juntamente com agências internacionais, estão a prestar assistência às famílias deslocadas. Entretanto, o Governo reforça a necessidade de uma abordagem regional coordenada, lembrando que o terrorismo é uma ameaça que transcende fronteiras.

“Estamos a nível bilateral a reconhecer que o terrorismo em Moçambique não pode ser combatido somente com forças unilaterais. O terrorismo é uma praga internacional e, em particular, na nossa região”, concluiu Chume.

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