INAE encerra fábrica de sumos na Beira por falta de higiene e uso de produtos vencidos

POLÍTICA SAÚDE
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A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) suspendeu, na Cidade da Beira, todas as actividades de uma fábrica de sumos após detectar graves irregularidades no processo de produção. Entre as infracções constatadas, destacam-se a utilização de corantes e adoçantes fora do prazo de validade, produtos deteriorados e condições precárias de higiene, uma situação que, segundo a instituição, se arrasta há pelo menos três anos.

Jossias Sixpense – Beira

A medida foi tomada no âmbito das acções de monitoria da quadra festiva e visa garantir o cumprimento das normas de segurança alimentar e de defesa do consumidor.

“Durante a inspecção realizada à fábrica Bom Sumo, constatámos que alguns armazéns funcionavam como escritórios e, ao abrirmos as portas, encontrámos substâncias como sulfato de magnésio e corantes de uva, ananás e manga já expirados, um grave atentado à saúde pública”, explicou Shaquila Aboobacar, inspectora-geral da INAE.

Face à gravidade dos factos, a INAE anunciou a abertura de um processo-crime contra os gestores da empresa, além do respectivo processo administrativo, que poderá incluir multas e outras sanções.

“Produzir sumos com corantes vencidos é crime contra a saúde pública e pode implicar pena de prisão”, advertiu Aboobacar, apelando à responsabilidade dos empresários do sector alimentar.

A acção de fiscalização incluiu também outras unidades industriais da cidade. No início da semana, uma fábrica de biscoitos foi igualmente suspensa por apresentar sérias deficiências de higiene e segurança alimentar.

Durante a inspecção, foram encontradas baratas, água com impurezas e substâncias desconhecidas misturadas à massa utilizada na produção dos biscoitos.

A INAE exortou os proprietários de estabelecimentos comerciais e industriais a verificarem regularmente os prazos de validade dos produtos e a removerem imediatamente os itens fora de prazo. Os produtos recolhidos durante a operação serão destruídos em acção supervisionada pela instituição.

“Os gestores devem garantir que apenas produtos seguros chegam ao consumidor. É uma questão de responsabilidade social e legal”, concluiu a inspectora-geral.

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