Recentemente, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, fez o lançamento da campanha para a candidatura de Moçambique a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Se, por um lado, Nyusi diz que a participação do país neste órgão vai garantir maior visibilidade no mundo como amante da paz e da prosperidade dos povos. Por outro, o líder da Nova Democracia, Salomão Muchanga espera que o Governo faça uma introspeção sobre os valores da paz e o respeito escrupuloso pelos direitos humanos.
“A Nova Democracia no âmbito da sua política externa defende um país inserido no conserto das Nações, com voz interventiva, compreendida e relevante nos múltiplos espaços de influência e decisão à escala Global através da conexão e diálogo multilateral e com cada vez mais parceiros”, explicou Salomão Muchanga.
Muchanga espera que a candidatura de Moçambique à membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas tenha impacto na segurança ao nível nacional e na consolidação da paz.
“Esperamos que esta candidatura sirva também para que o estado Moçambicano faça uma introspeção sobre os valores da paz e segurança nacional e o respeito escrupuloso pelos direitos humanos na letra e no espirito”.
Sendo Moçambique um país que vive mais da teoria que da prática, o líder da Nova Democracia espera que a candidatura a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas tenha um simbolismo mais do que documental e presencial, uma vez que é “uma demonstração clara das pretensões governamentais na segurança Nacional e internacional num momento em que enfrentamos problemas como o terrorismo em Cabo delgado, conflitos armados no centro do país e outros focos de instabilidade em todo país”.
Por outro lado, manifestando a sua solidariedade aos refugiados ruandeses que tem vindo a ser perseguidos e assassinados em circunstanciais estranhas, Muchanga reitera que urge a necessidade do Governo começar a olhar seriamente para a questão dos direitos humanos.
“É urgente um compromisso sério e consequente do Governo de Moçambique em relação aos Direitos Humanos, paralisando já as perseguições, tortura e assassinatos a activistas, políticos e académicos e estendendo se a refugiados Ruandeses. É inadiável também que se busque experiências de modo a que se possa desenvolver acções pragmáticas e nítidas para a paz, segurança e direitos humanos no país começando pela agenda e recomendações da revisão periódica universal”, declarou.

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