A província de Cabo Delgado vive num presente uma crise humanitária sem precedentes. Para alem de semear luto e terror, os insurgentes deixaram um rasto de destruição sem precedentes. Visando ajudar Moçambique a recuperar algumas infraestruturas destruídas e outros programas que já estão a reformulados, a União Europeia (EU) anunciou um pacote de 65 milhões de euros que serão aplicados em projectos de desenvolvimento na zona norte, ou seja, Cabo Delgado, Niassa e Nampula, no presente ano.
“Só para este ano temos no pipeline em vias de aplicação de 65 milhões de euros para acções de desenvolvimento para o norte, para assuntos ligados ao apoio à resiliência, infraestruturas, água e outros programas que já estão a ser formulados. Os projectos em ainda estão a ser preparados em diálogo permanente com o Governo e a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), gabinete criado pelo executivo”, disse António Gaspar numa entrevista concedida a Lusa.
Segundo o embaixador da União Europeia em Moçambique, os 65 milhões de euros que serão desembolsados para os projectos de desenvolvimento na região norte do país representam 45% da verba que a UE reservou para apoiar o Executivo moçambicano no corrente ano. Aliás, este pacote financeiro faz parte dos 428 milhões de euros que serão aplicados no período 2021 – 2026 para os três pilares que são: a paz e estabilidade, apoio à emancipação dos jovens e estratégia ‘crescendo verde’, de apoio à transição energética e preservação do ambiente Integrado do Norte
Entretanto, importa salientar que os projectos de desenvolvimento na zona norte serão aplicados de acordo com a Estratégia de Resiliência e Desenvolvimento do Norte, por sinal um estudo elaborado pelo Governo, União Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Mundial e Nações Unidas.

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