As Forças Armadas da República da África do Sul emitiram nesta semana um comunicado informando que já decorre uma investigação a pedido da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM), com objectivo de aferir a proveniência e veracidade do vídeo posto a circular nos últimos dias nas redes sociais mostrando soldados aparentemente sul africanos queimando corpos de insurgentes próximo da aldeia de Nkonga, no distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado.
O vídeo tem duração de 20 segundos, mas é o suficiente para se poder ver um corpo dum suposto insurgente sobre uma pilha de lixo em chamas; enquanto isso, é possível ver no fundo dois soldados não identificados que jogam um segundo corpo nas chamas. De seguida, um outro soldado derrama um líquido sobre o corpo enquanto outros soldados em volta, incluindo um com fardamento sul-africano que filma a cena no seu telemóvel.
Citado pelo portal sul-africano Defence Web, o general sul-africano Andries Mahapa, confirma que o exército do seu país teve conhecimento da existência do vídeo e condena veemente os actos cometidos pelos seus compatriotas e promete que “os culpados serão levados à justiça”.
O estranho é que as razões por trás do cenário não são claras, mas para o general sul-africano tal facto não justifica as atitudes e a Força de Defesa Nacional Sul-africana já está a investigar os militares por detrás desta assustador vídeo.
No mesmo comunicado, a SAMIM refere que não sabe se o vídeo foi gravado dentro da sua área de jurisdição ou não, mas se comprometeu a trazer resultados assim que a investigação estiver concluída.
De recordar que em Dezembro último, um Major das forças do Botswana, tirou a sua própria vida, mas antes baleou mortalmente a sua colega e feriu um outro com recurso a uma arma de fogo, e até então as razões deste acontecimento continuam desconhecidas.

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