O Fundo de Fomento e Habitação (FFH) obrigou alguns ocupantes dos apartamentos da Vila Olímpica, na Cidade de Maputo, a abandonar o condomínio por não estarem a honrar com os compromissos assumidos no acto da assinatura dos contractos de concessão e venda dos imoveis.
A decisão foi tornada pública há dias pelo PCA do FFH, Armindo Munguambe, após diversos processos administrativos que revelaram que vários moradores simplesmente não pagavam os valores relativos a compra dos apartamentos estavam assim a acumular taxas e multas avultadas.
De recordar que em meados de Setembro do ano passado o FFH divulgou uma lista de 423 promitentes-compradores que não estavam a pagar os valores acordados em diversos projectos de habitação ao longo do país com destaque para a Vila Olímpica. Nos nomes arrolados nessa lista estavam quadros seniores da OJM e do partido Frelimo, e com a publicação desta lista o FFH entrou em rota de colisão com diversas individualidades que foram obrigadas a abandonar o condomínio.
Passados quase quatro meses, o FFH revela novamente a existência de morradores que foram despejados por não honrarem com os compromissos, tanto na Vila Olímpica como noutros complexos habitacionais em todo o país. Em 2022 a instituição reestruturou o crédito à habitação para evitar que os beneficiários afectados pela crise pandémica da Covid-19 ficassem sem casas.
“Na Vila Olímpica, por exemplo, cerca de 75 por cento dos usuários estão em situação regular e outros 25 com problemas. Naturalmente que cada caso deve ser avaliado individualmente para a tomada de decisão”, disse Munguambe.
Entretanto, para que os mutuários não sejam levados a barra do tribunal, o PCA do FFH insta-os a liquidarem as suas dívidas para permitir novos investimentos e garantir que mais pessoas sejam beneficiadas pelos projectos.

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