“Frelimo está a fazer de tudo para que o processo eleitoral seja ganho fora das urnas” – Lázaro Mabunda

POLÍTICA
  • Após perceber que o eleitorado está de costas voltadas

Lázaro Mabunda, editor principal do Bolentim Eleitoral do Centro de Integridade Pública (CIP), ONG que hospeda o Consórcio Mais Integridade e tem estado a fazer uma monitoria da situação, considera que o esquema de manipulação do recenseamento eleitoral sempre existiu, mas não nas proporções em que está a ser este ano. O académico e consultor defende que se deve acabar com a impunidade das pessoas envolvidas nos ilícitos eleitorais.

Duarte Sitoe

Lázaro Mabunda não tem dúvidas que as irregularidades que estão a ser reportadas vão se reflectir na qualidade do processo eleitoral e justifica que  o esquema de manipulação do recenseamento eleitoral pode resultar do facto da Frelimo ter se apercebido que o eleitorado está de costas voltadas com a sua governação e está a fazer de tudo para que o processo seja ganho fora das urnas.

Ha situações que há registo de eleitores à calada da noite, sendo que a hora de trabalho de uma brigada é das 08H00 às 16H00, mas há situações que há registo de brigadas fazem recenseamentos clandestinos durante a noite nas zonas fora do círculo municipal. A própria Frelimo se apercebeu de que o seu eleitorado está de costas voltadas porque a probabilidade de ter resultado não muito bom é maior, então quando é assim não vale a pena ir para um processo eleitoral que você não tem muita confiança  é por isso que de todas as maneiras procura-se fazer com que os processos eleitorais sejam ganhos fora das urnas”, sublinha..

Mabunda observou, por outro lado, que as frequentes avarias das máquinas de recenseamento pode ser uma estratégia de cansar os potenciais eleitores com vista a desistirem de se recensear o que, de certa forma, uma vez que há zonas em que as máquinas funcionam e outras sempre estão avariadas.

“É um processo em que as máquinas estão sempre avariadas. São máquinas novas e quando a acontece esse tipo de avarias impede as pessoas de se recensearem. O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral dá ordens, mas os brigadistas ao nível dos distritos não estão a cumprir as orientações o STAE central, nem provincial. Obedecem as ordens do partido. O esquema de manipulação do recenseamento eleitoral sempre existiu mas não nas proporções em que está a ser”, sublinha.

Para contornar esta tendência de manipulação do recenseamento eleitoral que pode manchar todo o processo eleitoral defende que os partidos políticos é que devem fazer o trabalho de fiscalização, uma vez que as organizações da sociedade civil têm a missão de monitorar a transparência do processo.

“Enquanto os tribunais, oficias de justiça a polícia deixar os infractores impunes, a procuradoria ver os crimes e não abrir os processos e esperar que os tribunais que os tribunais julguem e punam vamos a continuar a ter estes problemas”, concluiu.

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