Carlos Martins foi, em Março do corrente ano, eleito bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) com 561 votos válidos contra 518 do seu principal concorrente Vicente Manjate. A cerimônia da tomada de posse do novo corpo directivo da OAM estava marcada para dia 25 do mês curso, todavia, o Tribunal Administrativo travou o acto devido as procurações falsas que supostamente favoreceram a lista B, encabeçada por Martins.
De acordo com uma fonte do Evidências na Ordem dos Advogados de Moçambique, a tomada de posse de Carlos Martins em substituição de Duarte Casimiro, que a semelhança de Flávio Menete, Tomás Timbane e Gilberto Correia decidiu não concorrer para o segundo mandato, foi comunicada a OAM nesta quinta-feira, 11 de Maio, através do Processo nº 85/2023-CA, ou seja, Providência Cautelar de Suspensão da Eficácia de actos administrativos.
A decisão do Tribunal Administrativo deriva da denúncia da existência de procurações falsas. Aliás, o Evidências denunciou no próprio dia das eleições a existência procurações em alusão, por sinal forjadas para favorecer a lista encabeçada por Carlos Martins, sendo que para lograr os seus intentos os apoiantes da lista B fizeram levantamento dos membros que não estão a votar para depois aparecerem no limite a votar, isto através de procurações maquinadas no notariado improvisado próximo ao Hotel Gloria, na cidade de Maputo.
Ainda de acordo com a fonte que temos vindo a citar, as procurações falsas vão a julgamento, sendo que em conexão com as mesmas duas advogadas estão a responder a dois processos crimes em Nampula.
Refira-se que o caso das procurações falsas foi despoletado por Alberto Langa, candidato a presidente do Conselho Provincial de Nampula, pela lista A, tendo, por outro lado, participado o caso à procuradoria de instrução criminal em Nampula.

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