O Governo já iniciou a redução salarial na Função Pública para responder ao repto lançado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os Funcionários e Agentes de Estado que já completaram ou completam 60 anos no corrente ano estão a ser obrigados a ir a reforma compulsivamente, sendo que no grosso das vezes são dados um prazo de duas semanas para submeterem os respectivos processos. Na opinião do antigo ministro da Saúde, Hélder Martins, o Governo cometeu uma “asneira”, tendo defendido que deve urgentemente corrigir esse erro para que o sector da saúde não esteja lotado de “incompetentes”.
Texto: Redacção
Sem papas na língua, o antigo ministro da Saúde fez uma radiografia das reformas silenciosas em todos sectores da Função Pública. Hélder Martins entende que o plano elaborado pelo Executivo para agradar o Fundo Monetário Internacional é uma “asneira”.
“Creio que o Governo vá ter o bom senso de perceber que fez uma asneira. E quando alguém percebe que fez uma asneira e corrige, isso é dignificante para essa entidade ou para essa pessoa, não é motivo de crítica”, disse o médico citado pelo Jornal o País.
Olhando para o actual estágio do Serviço Nacional da Saúde, Martins não tem dúvidas de que com as reformas compulsivas o Executivo pretende dar emprego aos recém-formados. No entanto, adverte que em caso não se corrigir esse erro o sector da saúde estará lotado de incompetentes.
“Imagino que tenham tido a ideia, que à primeira vista parece boa, mas não é, de dizer: ‘vamos baixar a idade de reforma, vamos mandar uma série de gente para fora da Função Pública, para poder recrutar alguns desempregados’. Simplesmente, esqueceram-se que, com isso, estão a fazer o assassinato do Serviço Nacional de Saúde. O Governo deve corrigir o erro, antes que o Serviço Nacional de Saúde esteja cheio de pessoas incompetentes”.
Indo mais longe, o antigo ministro da Saúde defende que Moçambique deve seguir o exemplo de outros países onde os profissionais vão a reforma obrigatória com 70 anos de idade.

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