A TotalEnergies vai retomar o seu projecto na Área 1 da Bacia de Rovuma nos meados do ano em curso. O facto foi revelado, na quarta-feira, 17 de Janeiro, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
No relatório seu mais recente relatório, divulgado pelo BNN Bloomberg, aquela instituição da Bretton Woods observa que a retoma do projecto que é considerado o maior investimento estrangeiro da história continente africano pode ajudar Moçambique a evitar uma reestruturação da eurobonds de 900 milhões de dólares, cujo pagamento deverá ter início em 2028.
O Fundo Monetário Internacional aponta que o melhoramento das condições de segurança na província de Cabo Delgado foi imprescindível para o regresso da multinacional francesa.
“As condições de segurança no Norte continuam a melhorar e o grande projecto de GNL, que foi interrompido em Abril de 2021, deverá ser reiniciado no início de 2024”, referiu.
Entretanto, apesar de reconhecer que a segurança melhorou no grosso dos distritos da província de Cabo Delgado, o Fundo Monetário Internacional diz que as condições sociais continuam frágeis.
“Embora a insegurança alimentar afecte cerca de 10% da população, as iniciativas humanitárias, como o Programa Alimentar Mundial (PMA), estão a lutar para obter financiamento. A manutenção da paz e da estabilidade na região depende vitalmente da assistência humanitária”, frisou.

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