EUA sancionam violadores dos direitos humanos no RDC

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Os Estados Unidos da América (EUA), sancionaram esta quinta-feira, 20 de Fevereiro, dois indivíduos e duas entidades ligadas à violência e às violações dos direitos humanos no leste da República Democrática do Congo (RDC).  Esta acção inclui a designação do Ministro de Estado para a Integração Regional do Ruanda, James Kabarebe, e do porta-voz do M23 e da Aliança do Rio Congo, Lawrence Kanyuka Kingston, juntamente com duas das empresas de Kanyuka, Kingston Fresh e Kingston Holding.

Desde meados de Dezembro de 2024, o grupo armado M23, apoiado pelo Ruanda, expandiu o seu controlo através do território da RDC, tomando a capital da província do Kivu do Norte, Goma, a 27 de Janeiro, e a capital da província do Kivu do Sul, Bukavu, a 16 de Fevereiro.  Com o apoio do Ruanda, também ameaçou, feriu, matou e deslocou milhares de civis inocentes, custou a vida a três funcionários de manutenção da paz da ONU e feriu vários outros.  Esta violência corre o risco de transformar-se num conflito regional mais amplo.

Segundo os EUA, a acção reforça a necessidade do Ruanda regressar às negociações no âmbito do Processo de Luanda liderado por Angola para alcançar uma resolução para o conflito no leste da RDC.  Os Estados Unidos apelam ainda aos líderes do Ruanda para que ponham fim ao seu apoio ao M23, organização já designada pelo mesmo estado e pela ONU, e retirem todas as tropas das Forças de Defesa do Ruanda do território da RDC: “apelamos ao Ruanda para que respeite a soberania e a integridade territorial da RDC”.

Aos Governos do Ruanda e da RDC para responsabilizarem os autores das violações e abusos dos direitos humanos, pois a “persistência do conflito impede o desenvolvimento económico e dissuade as empresas dos EUA de investir tanto no Ruanda como na RDC – uma perda para a região e para o povo americano”.

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