Chapo diz que sua afirmação sobre “jorrar sangue” foi tirada de contexto para manipular a opinião pública

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O Presidente da República, Daniel Chapo, endureceu o discurso contra as manifestações violentas que assolam o país desde Outubro do ano passado, tendo na ocasião referido  que  “Se for para jorrarmos sangue para defender esta pátria contra as manifestações, vamos jorrar sangue”. No entanto, horas depois de endurecer o discurso contra  as manifestações, Chapo justificou que foi mal interpretado, visto que se referia das manifestações violentas que culminam com roubos, saques e vandalismo, tendo ainda referido que a promessa de “jorrar sangue” foi tirada de contexto para manipular a opinião pública.

 No comício na Cidade de Pemba, província de Cabo Cabo Delgado, o Chefe Estado, à margem da visita de trabalho, deu a entender que o Governo já está a equacionar todas soluções possíveis, incluindo o que chamou de derramamento de sangue para travar a onda de manifestações.

“Tal como estamos a combater o terrorismo e há jovens que estão a derramar o seu sangue, para a integridade territorial de Moçambique, para a soberania de Moçambique, para manter a nossa independência, aqui em Cabo Delgado; mesmo se for para jorrarmos sangue para defender esta pátria contra as manifestações, vamos jorrar sangue. Vamos combater o terrorismo, vamos combater os Namparamas e vamos combater as manifestações”, declarou.

As declarações de Daniel Chapo tiveram uma forte repercussão e, por via disso,  o sucessor de Filipe Nyusi  na Ponta Vermelha veio ao terreno justificar que a  afirmação sobre “jorrar sangue” foi retirada do contexto para manipular a opinião pública.

“Temos  situações em que  pessoas acabam retirando palavras fora do contexto em que foram pronunciadas com o objectivo manipular a opinião pública. No comício popular que nós nos referimos, tanto antes como depois das manifestações violentas , ilegais, criminosas que culminaram com roubos, saques, vandalismo incluído até destruição de bens públicos e privados. São estas manifestações criminosas, violentas e até ilegais que estamos a nos referir e não as manifestações que constam da nossa Constituição da República, Lei mãe, e também que constam da lei das manifestações porque estas são pacíficas, estão na constituição e na lei e tem mecanismos para poderem serem levadas a cabo”, justificou.

Por outro, o Presidente da República renovou o apelo de nao aderências nas manifestações ilegais e criminosas para que os moçambicanos passem a conviver normalmente na sociedade.

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