VM jura de pés juntos que houve consensos no diálogo com Daniel Chapo

DESTAQUE POLÍTICA
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O ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, veio ao público, através de uma live nas redes sociais, dizer que o Presidente da República, Daniel Chapo, fintou a verdade quando referiu, recentemente, que não houve consensos nos encontros realizados entre ambos visando pacificar o País.

Ao contrário do seu antecessor que ficou nervoso durante uma entrevista em Portugal, Daniel Chapo não tremeu, respondeu todas as perguntas com calma e clareza.

Ao longo da entrevista concedida à CNN Portugal, o Presidente da República disse em viva voz que “com Venâncio Mondlane não há nenhum acordo. E onde não há acordo, não há nada a cumprir”.

Venâncio Mondlane não ficou indiferente perante as declarações do Chefe de Estado, tendo através de uma live nas redes sociais vincado que Chapo faltou à verdade quando negou a existência de consensos.

Para sustentar a sua tese, Mondlane lembra que as duas partes acordaram a libertação dos detidos no âmbito das manifestações pós- eleitorais, cessação de todos os actos de violência de parte a parte bem como assistência gratuita no Sistema Nacional de Saúde a todos feridos nos protestos.

Aliás, VM referiu que foi ele quem sugeriu os quatro ponto que que depois de analisados mereceram consenso das suas partes na segunda reunião, tendo igualmente revelado que Severino Ngoenha, Luís Bernardo Honwana, Narciso Matos, Carlos Martins, Tomás Timbane, Óscar Monteiro e Thera Tobias Dai. Estiveram no encontro na qualidade de facilitadores.

“No segundo encontro, revisitaram-se estes pontos, havendo consenso, e acrescentou-se o tema da ‘constituição do partido político de VM (…) Houve consensos, testemunhados pelos facilitadores acima indicados, sendo que, desta vez, estava mais um elemento: Teodato Hunguana”, referiu o ex-candidato presidencial.

Ainda sobre a recente entrevista do Presidente da República em terras lusas, Venâncio Mondlane tornou público que Chapo e os seus representantes não mostraram disponibilidade para assinar actas das reuniões.

“Um dos assuntos que a contraparte nunca quis concretizar foi a assinatura das actas e das sínteses desses consensos. Foram sempre esquivos e protelaram ciclicamente esse acto”, afirmou, por sua vez, o líder da oposição. Recordou, no entanto, que “estavam testemunhas, para que se fizesse fé ao que foi falado e acordado”.

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