Corrupção na Agricultura: Salomão Muchanga exige investigação e responsabilização dos envolvidos

DESTAQUE POLÍTICA
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O partido Nova Democracia (ND) acusa o Governo de Moçambique de promover esquemas de corrupção e clientelismo no sector agrícola, através de concursos públicos alegadamente viciados. Num comunicado intitulado “Crimes de Elite na Agricultura”, divulgado esta semana, a organização liderada por Salomão Muchanga exige uma investigação independente e responsabilização criminal dos envolvidos.

De acordo a ND o concurso público em Moçambique tem sido o manancial de banditismo económico e distribuição de dinheiro do Estado entre os pares. O bem público é ilicitamente esbanjado por uma minoria empresária que usurpa os altos cargos do governo para o benefício das suas firmas. O clientelismo, favoritismo e corrupção caracterizam as nomeações, os concursos públicos e a selecção de empresas. A área agrícola é um poço artesiano para as elites do governo.

Ademais, a distribuição de cargos de ministros é um canal de abertura de firmas para duplicar o saque e captura do Estado por uma minoria de suas excelências. Por um lado, o ordenado e as regalias abastadas do ministro, por outro, o dinheiro dos projectos de desenvolvimento nacional. Os camaradas são nomeados ministros para injectar dinheiro nas empresas dos comparsas.

Segundo o presidente daquela formação política, o concurso promovido pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM, I.P.) constitui “um flagrante delito de corrupção”, favorecendo a empresa Future Technologies of Mozambique. O partido sublinha que a firma foi criada apenas quatro meses antes da adjudicação, apresentou o orçamento mais elevado cerca de 130 milhões de meticais e não possui a experiência comprovada de concorrentes como a Vodacom Moçambique, Intellica SA e Quidgest Software Plant Lda.

No documento, a ND acusa directamente o ministro da Agricultura, Roberto Albino, de estar envolvido no “esquema milionário” que, segundo o partido, “enriquece elites políticas enquanto condena milhões de moçambicanos à fome e à estagnação económica”.

O movimento argumenta que a agricultura, considerada a base do desenvolvimento do país, tem sido transformada em “poço artesiano de saque pelas elites governamentais”, em detrimento das necessidades da maioria da população que enfrenta insegurança alimentar.

A Nova Democracia apela à intervenção do Tribunal Administrativo e à participação activa da sociedade civil na fiscalização dos concursos públicos, de modo a garantir transparência e justiça. “Aguardamos urgentemente pela prestação de contas a todo o público”, lê-se no comunicado assinado por Muchanga.

 

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