Conselho Empresarial denuncia corrupção na gestão do Fundo de Desenvolvimento Local na Zambézia

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  • Há “empresários fantasmas” a avaliarem projectos em nome do sector privado

O Conselho Empresarial da Província da Zambézia veio, esta semana, a público denunciar a falta de transparência e indícios de corrupção no processo de avaliação dos projectos submetidos ao Fundo de Desenvolvimento Local (FDL). A Comissão de Avaliação dos Projectos Públicos, responsável pela análise das propostas, está sob forte suspeita de actuar de forma opaca, gerando o repúdio do sector privado provincial.

Evidências

Carlos Joaquim, presidente do Conselho Empresarial na Zambézia, expressou a sua preocupação e insatisfação com a condução do processo, afirmando que o sector privado não está integrado no grupo de avaliação. Segundo ele, houve uma falha no procedimento de selecção de representantes do sector privado para compor a comissão.

“O sector privado da Zambézia expressa preocupação em relação à falta de transparência na avaliação dos Projecto de Fundo de Desenvolvimento Local pela Comissão”, denunciou Joaquim.

O líder empresarial revelou que as autoridades distritais têm procurado deliberadamente agentes económicos que lhes são próximos, em detrimento dos indicados pelo próprio sector privado. Ele frisou que a atitude do Conselho Empresarial é uma tentativa de zelar pela integridade do processo.

“Eles foram procurar agentes económicos que estão alinhados com eles, e não os indicados pelo sector privado. O sector privado, senhoras e senhores, veio para dizer que no Fundo de Desenvolvimento Local há indícios de corrupção”, denunciou.

Em resposta às alegações, o director provincial de Finanças da Zambézia, Léo Saúde, negou veementemente as acusações de irregularidades. Segundo o director, a articulação para o processo de avaliação cabe ao CEP em conjunto com os Distritos.

“Nós não temos conhecimento. Essa é uma articulação que o CEP tem que fazer junto com o Distrito. E às vezes também há distritos em que o CEP não está a funcionar muito bem. Então, acho que há esse equívoco, mas nós sempre demos respostas claras”, garantiu.

Até então, já foram submetidos 24 mil projectos na Zambézia que, no seu conjunto, correspondem a um valor de 2,8 mil milhões de meticais.

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