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A dívida pública moçambicana subiu 1,5% no terceiro trimestre de 2025, face ao anterior, para novo máximo, de 1,128 biliões de meticais, segundo dados da Lusa.
De acordo com dados do boletim da dívida pública do terceiro trimestre, do Ministério das Finanças de Moçambique, o rácio do endividamento – dívida pública, contraída interna e externamente, e a garantida – atingiu no final do Setembro o equivalente a 73% do Produto Interno Bruto (PIB).
Acrescenta-se que o “crescimento da dívida do Governo Central foi influenciado maioritariamente pela dívida interna, em resultado do refinanciamento da dívida de curto prazo, da emissão de dívida por adiantamento junto do Banco Central e da operação de gestão de passivos”, o que implicou a “rolagem” de Obrigações do Tesouro que venciam em 2025.
Deste modo, refere, a dívida interna do Governo Central aumentou 4,2%, de 444.994,55 milhões de meticais (5.939 milhões de euros) para 463.716,57 milhões de meticais (6.189 milhões de euros), no final do terceiro trimestre.
O risco soberano de Moçambique fechou o primeiro semestre em “nível severo”, devido à pressão do endividamento público, segundo o relatório do banco central moçambicano.
“Em junho de 2025, o risco soberano permaneceu no nível severo. A prevalência do risco soberano no nível severo decorre da pressão sobre o endividamento público”, referia-se no anterior boletim semestral de estabilidade financeira do Banco de Moçambique.
No documento acrescenta-se que o rácio do crédito ao Governo sobre o crédito total “permaneceu no nível severo, em 44,84 %, contra 46,01 % em Dezembro de 2024”.
“Por outro lado, o rácio dívida pública sobre o PIB permaneceu no nível de risco alto”, acima de 73% em Junho, quando em Dezembro de 2024 era de 71,79%.
A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, afirmou em 29 de Outubro que a sustentabilidade da dívida pública é “um dos maiores desafios” da economia moçambicana, estando em curso “reformas” para a sua gestão sustentável.



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