INAMAR regista redução de sinistralidade marítima durante a quadra festiva 2025/2026

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O Instituto Nacional do Mar apresentou o relatório preliminar da época balnear relativa à quadra festiva de 2025/2026, destacando uma execução integral do plano de contingência que abrangeu 100 praias em todo o território nacional. O documento revela um crescimento de 29% no número de praias monitoradas em comparação com o período anterior, resultado de um esforço multissectorial que envolveu 323 quadros de diversas instituições e parceiros estratégicos. Para garantir a segurança dos banhistas, foram mobilizados 88 meios, entre viaturas, embarcações e motorizadas, num investimento operacional estimado em 1,7 milhões de meticais.

Apesar da intensificação das patrulhas e das acções de sensibilização, o relatório detalha a ocorrência de oito sinistros marítimos, que resultaram em 14 vítimas mortais, um desaparecido e 20 sobreviventes. Entre os incidentes mais graves, destaca-se um naufrágio na lagoa Uembje, em Bilene, provocado pelo mau tempo, superlotação e inobservância das regras de segurança, onde cinco pessoas perderam a vida.

De acordo com o Director Executivo da instituição, Adolfo José Albino, a maturidade operacional do porto e a coordenação logística foram fundamentais, afirmando que “estes resultados reflectem o esforço colectivo das equipas em alcançar volumes recorde de segurança, enquanto se continua a investir em capacidade e eficiência para apoiar o desenvolvimento económico de Moçambique”.

O balanço provincial aponta as regiões de Gaza e Sofala como as mais afectadas em termos de fatalidades, com seis óbitos registados em cada uma. Em Inhambane, o relatório destaca um ataque de tubarão que vitimou um mergulhador na baía de Vilankulo, além de um incêndio numa embarcação ancorada na Ilha de Benguerra. Por outro lado, o INAMAR assinalou sucessos nos salvamentos, como o resgate de um indivíduo que se atirou ao rio Zambeze, em Tete, e o salvamento de um banhista na praia da Macaneta, na província de Maputo.

Para o futuro, as perspectivas do INAMAR focam-se na mitigação de constrangimentos como a exiguidade de meios para pontos de difícil acesso e a desobediência a ordens das autoridades. A instituição planeia intensificar a fiscalização lacustre e fluvial, adquirir novos meios circulantes e instalar torres de controlo nas praias com maior afluência. Adicionalmente, será reforçada a sinalização com placas de proibição de consumo de bebidas alcoólicas, visando consolidar a tendência de redução de mortes no mar e águas interiores.

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