Experiência do Coral Sul facilita avanço do Coral Norte e coloca país na rota de ser o terceiro maior produtor em África 

DESTAQUE ECONOMIA
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A experiência acumulada com o Coral Sul-FLNG, a primeira plataforma de exploração de gás em águas ultra-profundas do mundo, colocado em operação em 2022, na Bacia de Rovuma, tem sido determinante para acelerar e tornar mais eficiente o desenvolvimento do projecto Coral Norte, actualmente em construção. A convicção foi expressa pelo chefe das Operações Globais da Eni, Guido Brusco, durante a cerimónia de lançamento do casco do Coral Norte, um momento que voltou a colocar Moçambique no centro das atenções da indústria global de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Reginaldo Tchambule, na Coreia do Sul

“Hoje é um prazer e um privilégio estar com todos vocês para celebrar um dos marcos mais significativos do projecto Coral Norte”, afirmou Brusco, sublinhando que o novo empreendimento “assenta na distinta experiência da Eni em FLNGs” e irá consolidar ainda mais “o papel de Moçambique entre os principais países produtores de GNL em África”.

Ao longo da sua intervenção, o responsável da Eni fez várias referências ao Coral Sul, descrito como a base sólida sobre a qual o Coral Norte está a ser construído. É que, a experiência colhida no projecto anterior está a ser determinante para melhorar a estrutura da plataforma actualmente em construção para ser mais eficiente e com desempenho optimizado, reduzindo os custos.

“Em Moçambique, a Eni, juntamente com os seus parceiros, já havia alcançado um feito histórico com o Coral Sul, a primeira infraestrutura FLNG de grande escala localizada em águas ultraprofundas a nível global”, recordou, reforçando que tudo está em total conformidade com o cronograma do projecto que deverá iniciar operações em 2028.

Desde o início da produção, em 2022, a Coral Sul já entregou mais de 135 carregamentos de GNL, um desempenho que, segundo Brusco, demonstra “resultados operacionais notáveis” e posiciona o Coral Sul como “uma referência para a indústria global de FLNG”. Essa experiência traduz-se agora numa execução considerada mais simples e segura.

“As bases do sucesso do Coral Sul foram construídas aqui, neste mesmo estaleiro, demonstrando uma eficiência excepcional na entrega da primeira FLNG do género”, afirmou, acrescentando que é precisamente essa base comprovada que permite hoje avançar com o Coral Norte “com maior confiança, menor risco e maior eficiência”.

Coral Norte terá capacidade de produção 5% superior à do Coral Sul

Embora assente num conceito validado, Brusco fez questão de frisar que o Coral Norte “é muito mais do que uma simples cópia”. Segundo explicou, a adopção do modelo do Coral Sul permitiu “reduzir significativamente as despesas de capital, acelerar os prazos do projecto e tornar a execução global mais eficiente”.

Ao mesmo tempo, o novo projecto beneficia da incorporação de “mais de 1.000 lições aprendidas”, resultando num aumento de mais de 5% da capacidade de produção. Com uma capacidade de liquefação de 3,6 milhões de toneladas por ano, o Coral Norte será a segunda FLNG de grande escala em águas ultra-profundas no mundo. 

“O Coral Norte, juntamente com o Coral Sul, fará de Moçambique o terceiro maior produtor de GNL em África”, destacou Brusco, apontando este resultado como um marco estratégico não apenas para a Eni, mas para o país.

O dirigente realçou ainda que o extenso esforço de capitalização em curso está a produzir “uma instalação mais rápida e económica, mas também mais forte, segura e com melhor desempenho”. Para Brusco, o cumprimento dos prazos até aqui alcançados confirma a liderança da Eni na indústria e no desempenho em termos de tempo de comercialização.

A facilidade de execução, sustentada pela experiência do Coral Sul, reflecte-se também na segurança, com um marco de mais de seis milhões de horas de trabalho sem acidentes.

“Este resultado só foi possível graças à dedicação, ao profissionalismo e à forte cultura de segurança partilhada pela Eni, pelos nossos parceiros e por toda a força de trabalho do estaleiro”, frisou.

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