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À primeira vista, o Coral Norte, à semelhança do Coral Sul, impressiona pelas suas dimensões colossais e pela complexidade da engenharia envolvida. A unidade mede 404 metros de comprimento, cerca de 65 metros de largura e 38 metros de altura, ultrapassando a Torre Eiffel em altura. O seu comprimento é equivalente a quatro campos de futebol, erguidos em pleno mar de Cabo Delgado, numa das maiores infra-estruturas flutuantes alguma vez associadas ao sector energético nacional. Por detrás desta obra de grande envergadura estão também mãos moçambicanas.
Reginaldo Tchambule, na Coreia do Sul
Um exemplo é Elcides Chaicomo, jovem engenheiro moçambicano que se encontra na Coreia do Sul, onde integra a equipa responsável pela construção da unidade. A sua participação reflecte a inserção de quadros nacionais em projectos de elevada exigência técnica e simboliza a crescente contribuição do capital humano moçambicano nos grandes empreendimentos energéticos do país.
Coordenador de Integração da Infra-estrutura, Chaicomo foi-lhe confiada a missão de garantir que todos os equipamentos e a própria infra-estrutura estejam em conformidade técnica, visando assegurar que todas as lições apreendidas durante a concepção e operacionalização do Coral Sul sejam implementadas neste projecto.
“O meu papel é garantir que os equipamentos que vêm de várias partes do mundo cheguem em conformidade técnica e nos padrões exigidos. Uma das responsabilidades que tenho é assegurar que todas as lições apreendidas no Coral Sul sejam implementadas aqui no Coral Norte”, revela.
Natural de Angoche, na província de Nampula, Chaicomo está ligado à empresa desde 2013, tendo beneficiado de uma bolsa de formação, o que lhe permitiu adquirir mais conhecimentos sobre o funcionamento desta indústria.
“A experiência tem sido boa. Estou a trabalhar com uma equipa internacional, composta por pessoas provenientes de vários países, e todos nós estamos a contribuir para garantir que tudo ocorra em conformidade”, sublinhou, acrescentando que está envolvido desde o processo de aprovação do Coral Norte e espera continuar a trabalhar até à fase de comissionamento da infra-estrutura e do seu reboque para Moçambique.



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