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vítimas das inundações abrigadas no centro de acolhimento de Gwacheni, no distrito da Katembe que acolhe cerca de 60 famílias vítimas das inundações que afectaram a cidade de Maputo e outros pontos do país, denunciam alegado desvio de mantimentos por parte de gestores do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Edmilson Mate
De acordo com uma das vitimas acolhidas no centro, que falou a nossa Redação em anonimato, as famílias ficaram vários dias sem alimentação adequada. A última refeição regular foi fornecida na sexta-feira passada, tendo o apoio alimentar sido retomado apenas esta semana, coincidentemente no dia da visita da presidente da Assembleia da República e dos chefes das bancadas parlamentares, no âmbito do Movimento de Solidariedade com as Famílias Vítimas das Inundações.
Além da falta de alimentos, os moradores denunciam condições sanitárias precárias no centro. A casa de banho encontra-se entupida, obrigando adultos e crianças a fazerem as suas necessidades fisiológicas ao ar livre ou em sacos plásticos, situação que representa um sério risco para a saúde dos abrigados no centro.
“Aqui esta a se desviar comida, chegámos na sexta-feira e deram-nos apenas um quilo de arroz. Ficámos até hoje sem comida. Só hoje é que trouxeram comida, depois de fazermos barulho. Não há casa de banho, não há água. As crianças estão a fazer necessidades de qualquer maneira”, desabafou
A fonte acrescentou que o fornecimento de água só foi feito após os residentes protestarem, e que, até ao momento, a solução apresentada pelas autoridades é a improvisação de casas de banho com plásticos.
Questionada sobre as denúncias, a presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, defendeu a necessidade de averiguar os factos e responsabilizar os eventuais infractores.
“O mais importante neste momento é criar condições para se verificar a veracidade desta informação e, caso se confirme, haver responsabilização. Não faz sentido que, havendo esforços do Governo e de parceiros, existam pessoas que se aproveitam do sofrimento dos outros para alimentar interesses próprios”, afirmou.
A dirigente sublinhou ainda que o foco deve ser a solidariedade com as famílias afectadas, recordando que só na cidade de Maputo mais de 20 mil famílias, o equivalente a mais de 50 mil pessoas, necessitam de apoio urgente.



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