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O Governo de Angola iniciou, nesta terça-feira, 27 de Janeiro, a entrega de um donativo estratégico para apoiar as vítimas das cheias em Moçambique. O primeiro carregamento, composto por 20 toneladas, chegou à capital moçambicana a bordo de uma aeronave da Força Aérea de Angola, transportando medicamentos, material médico gastável, tendas, vestuário e produtos alimentares. A operação logística terá continuidade a partir de quarta-feira, 28 de Janeiro, com a chegada das restantes 55 toneladas previstas no pacote de assistência.
O Secretário de Estado para a Saúde de Angola, Pinto de Souza, destacou a natureza do apoio após a chegada à capital.
“Estamos a trazer cerca de 75 toneladas de bens diversos, medicamentos e material gastável, roupa; trouxemos também tendas e alimentos. É uma manifestação de solidariedade e apoio que certamente vai reduzir os efeitos das chuvas. Angola está de mãos dadas com Moçambique e, naturalmente, todo o apoio virá por parte do Governo angolano.”
Em representação do Executivo moçambicano, o secretário de estado da economia, António Grispos, manifestou o agradecimento oficial perante a gravidade da situação climática.
“Estamos bastante sensibilizados por este gesto. Extremamente agradecidos com esta oferta, que vem minorar o sofrimento de muitos moçambicanos nestas que podem ser, se calhar, as piores cheias do pós‑independência, com um rasto devastador e desestabilizador. Isto mostra o grande sentimento para com Moçambique, que é recíproco. Esta reciprocidade de irmãos que temos entre os povos do Atlântico e do Índico está representada nessas 75 toneladas.”
A magnitude da catástrofe reflecte-se nos dados oficiais partilhados pelo Conselho de Ministros na sua 2.ª Sessão Ordinária. O Governo constatou que as cheias registadas de 9 a 26 de Janeiro de 2026 afectaram uma população de 692.522 pessoas, resultando em 12 óbitos, 45 feridos e 4 desaparecidos. O rasto de destruição estende-se a 3.447 casas parcialmente destruídas, 771 casas totalmente destruídas, 229 unidades sanitárias e 1.336,50 quilómetros de estradas.
Moçambique conta agora com a ajuda de Angola e de outros parceiros internacionais para responder às necessidades urgentes das quase 152 mil famílias afectadas por este desastre natural.



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