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A Universidade Joaquim Chissano (UJC) passará a incluir o golfe no seu currículo como uma disciplina extracurricular, tornando-se a primeira instituição de ensino superior pública em Moçambique a adoptar a modalidade como matéria de estudo e prática académica. A iniciativa foi formalizada através da assinatura de um Memorando de Entendimento, estabelecido entre a Reitoria da UJC e a Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria de Golfe (AMOGOLFE). O acordo visa não apenas o ensino da modalidade, mas a institucionalização da chamada “Diplomacia de Golfe” como uma área estratégica de estudo, prática e política pública no país.
Para o Presidente da AMOGOLFE, Danilo Nhantumbo, o ato transcende a dimensão protocolar e inscreve-se na arquitetura estratégica do futuro, afirmando a convergência entre o saber académico e a responsabilidade nacional na consolidação do ecossistema do golfe em Moçambique. Nhantumbo defendeu que, ao introduzir este conceito na universidade, a instituição está a ampliar a sua missão ao incluir instrumentos contemporâneos de influência e desenvolvimento.
“O processo de reposicionamento da marca territorial Moçambique, através do golfe, é incontornável e irreversível”, sublinhando que a modalidade funciona como uma ferramenta de diplomacia pública.
O Reitor da UJC, o Professor Doutor João de Barros, destacou que a introdução do golfe representa um passo estratégico na formação dos estudantes, com especial relevância para as áreas de Relações Internacionais, Diplomacia e Turismo.
Na ótica do Reitor, a modalidade opera numa intersecção valiosa entre o capital simbólico e as redes transnacionais de influência. João de Barros sustentou que, sob a lente das Relações Internacionais, o golfe “afirma-se como instrumento qualificado de diplomacia pública, ao operar na intersecção entre o capital simbólico e redes transnacionais de influência. Fundada em princípios de ética, previsibilidade e reciprocidade, gera confiança, elemento estruturante de influência não coerciva e da credibilidade internacional”.
O protocolo estabelecido entre as duas entidades assenta em três pilares fundamentais para o desenvolvimento académico e desportivo. O primeiro foca-se na criação de bases para a institucionalização da Diplomacia de Golfe como política pública; o segundo prevê o desenvolvimento de programas de curta duração e conteúdos académicos específicos sobre o tema; e o terceiro visa estimular a investigação científica e a produção académica sobre as políticas públicas associadas ao desporto.



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