Demolições de casas em terrenos invadidos durante manifestações geram confrontos na Manhiça

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O Município da Manhiça está a levar a cabo, desde ontem, uma operação de demolições de casas supostamente construídas de forma ilegal no bairro Balucuene, uma acção que gerou uma reação violenta das famílias afectadas que, em jeito de retaliação tentaram destruir algumas casas evolutivas do projecto Renascer e outras identificadas na região como sendo de dirigentes. 

A acção obrigou a intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM) que destacou um forte aparato de agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) que evitou que os populares enfurecidos danificassem casas do projecto renascer, mas há relatos de que mais tarde terão vandalizado algumas casas privadas de pessoas identificadas como funcionários do aparelho do estado, incluindo a residência de um magistrado judicial, afecto a um outro distrito, que nada tem a ver com a intervenção da autarquia.

As autoridades justificam que as casas que estão a ser demolidas são resultantes da invasão de espaços reservados no quadro da anarquia registada durante as manifestações. No entanto, os cidadãos se recusam a aceitar a destruição das suas casas e defendem a legitimidade da ocupação dos espaços, alegando falta de oportunidades.

Falando ao Evidencias, Luís Munguambe, presidente do Município da Manhiça, confirmou a operação de demolição, mas assegurou que houve um aviso prévio e que foi concedido um prazo de 30 dias para a apresentação do DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra), prazo este que terá expirado sem que fosse feita a devida regularização.

Munguambe garantiu que, apesar da resistência popular e da tentativa de danificar bens privados, a situação voltou à normalidade sob o controlo das autoridades e que as demolições se mantem em curso.

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