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O presidente do MDM, Lutero Simango, defendeu hoje uma reforma profunda no sector da Defesa, sustentando que o país necessita de um exército dotado de armamento convencional e tecnologia moderna para garantir a soberania nacional. Em declarações à imprensa, o líder da quarta maior força política no Parlamento sublinhou que a protecção do território não pode depender apenas de forças terrestres, exigindo um investimento sério na Marinha, na Força Aérea e nos Comandos, adequando as Forças de Defesa e Segurança aos desafios das guerras contemporâneas.
Simango dirigiu uma crítica directa à cooperação internacional, especificamente à União Europeia, afirmando que o apoio externo deve focar-se na garantia de infra-estruturas e não apenas em equipamento militar limitado.
“Nós precisamos de um exército que tenha todas as armas possíveis para garantir a defesa da soberania”, afirmou o político, acrescentando que Moçambique possui riqueza e recursos naturais suficientes para financiar a sua própria segurança, se houver transparência na gestão.
No domínio económico, o presidente do MDM apontou a má gestão e a corrupção como os principais entraves ao desenvolvimento, denunciando a existência de uma prática de comissões ilícitas que prejudica o Estado.
“Infelizmente, muitos deles estão preocupados nos 10%, e é esse despedido de 10% que está estragado no nosso país”, declarou Lutero Simango, lamentando que o foco das elites esteja nos benefícios pessoais e não no crescimento colectivo.
A visão de desenvolvimento de Simango estende-se à soberania alimentar, sustentando que Moçambique deve focar-se na produção intensiva para o mercado interno e externo, argumentando que a diversificação económica é o caminho para reduzir a vulnerabilidade do país.



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