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A Ministra das Finanças, Carla Louveira, defendeu esta quinta-feira, em Maputo, a necessidade de Moçambique apostar em fontes de financiamento diversificadas e sustentáveis, com destaque para o papel do mercado de capitais no desenvolvimento económico do país.
Falando durante a cerimónia de premiação de empresas promovida pela Bolsa de Valores de Moçambique, a governante sublinhou que o crescimento económico não exige apenas o financiamento bancário tradicional, mas também mecanismos alternativos que permitam mobilizar poupança interna e atrair investimento externo.
“O mercado de capitais é um instrumento incontornável, não apenas como alternativa ao financiamento bancário, mas também como mecanismo de democratização do acesso ao investimento e de fortalecimento do tecido empresarial nacional”, afirmou.
A ministra reconheceu o papel desempenhado pela Bolsa de Valores de Moçambique ao longo dos seus 27 anos de existência, destacando a sua contribuição para a dinamização do mercado financeiro nacional. Segundo dados avançados, a instituição já alcançou uma capitalização bolsista superior a 200 mil milhões de meticais, o equivalente a cerca de 25 a 26% do Produto Interno Bruto (PIB).
Louveira destacou ainda a importância da cooperação entre bolsas africanas, sobretudo as de países de língua portuguesa, considerando-a uma “alavanca concreta” para o desenvolvimento dos mercados financeiros. Entre os principais eixos dessa cooperação, apontou a harmonização regulatória, a integração tecnológica, o desenvolvimento de novos produtos financeiros e a capacitação de recursos humanos.
“O Governo encoraja a Bolsa de Valores de Moçambique a reforçar a interacção com bolsas dos PALOP e outras instituições internacionais, com vista a aumentar a sua capacidade de actuação e atrair mais investimento”, referiu.
A governante sublinhou igualmente que a cooperação com países como Angola e Cabo Verde representa uma oportunidade estratégica para posicionar o mercado moçambicano no contexto regional e global.
Relativamente à cerimónia, a ministra explicou que os prémios atribuídos visam reconhecer o desempenho dos intervenientes que mais se destacaram ao longo de 2025 no desenvolvimento do mercado de capitais. Segundo disse, este reconhecimento vai além do simbolismo, funcionando como incentivo à excelência, à transparência e à concorrência saudável.
“O esforço é visto, valorizado e reconhecido”, frisou, acrescentando que iniciativas do género contribuem para tornar o mercado mais sólido, confiável e atrativo.
Carla Louveira saudou ainda o regresso das premiações após quatro anos de interrupção, considerando o momento oportuno, numa altura em que o país procura ampliar o acesso das empresas ao financiamento através da bolsa.
A concluir a ministra reafirmou o compromisso do Governo com o fortalecimento de um mercado de capitais mais transparente, inclusivo e robusto, garantindo a criação de condições regulatórias, fiscais e institucionais favoráveis ao seu crescimento.
“O Governo continuará a trabalhar para que a Bolsa de Valores de Moçambique se consolide como um parceiro estratégico na dinamização da economia nacional”, concluiu.



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