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As autoridades sul-africanas garantiram que a instabilidade estrutural registada na Barragem de Senteeko não representa uma ameaça para os países vizinhos, nomeadamente Moçambique e o Reino de Essuatíni. O esclarecimento surge após alertas sobre a fragilidade da infra-estrutura, com o Departamento de Água e Saneamento da África do Sul a assegurar que eventuais descargas estarão confinadas a áreas específicas do território sul-africano.
Wally Ramokopa, Chefe da Unidade Especializada de Segurança de Barragens do referido departamento, confirmou que, embora a barragem ainda apresente riscos significativos de ruptura ou transbordo, os impactos seriam sentidos apenas na planície de inundação imediatamente a jusante. Segundo o especialista, as zonas afectadas limitam-se a áreas agrícolas utilizadas para irrigação, não atingindo aglomerados populacionais de larga escala para além da fronteira.
“A maioria das pessoas que perceberia quando esta barragem está a descarregar água são aquelas que utilizam esta água para fins de irrigação,” disse.
As comunidades em Moçambique e no Reino de Essuatíni não serão afectadas, uma vez que a fronteira internacional mais próxima ao longo do percurso da inundação se encontra a mais de 160 quilómetros a jusante.
O responsável sublinhou que a distância geográfica atua como uma barreira natural de segurança, permitindo a dissipação do volume de água antes que este alcance território estrangeiro. Ramokopa enfatizou que o fluxo não teria energia nem volume suficiente para causar danos estruturais ou humanos em Moçambique, apelando à calma institucional entre os países vizinhos.
“Não há qualquer motivo para que os países vizinhos fiquem alarmados,” afirmou, reforçando que a instabilidade estrutural é monitorizada e os riscos estão devidamente calculados para não ultrapassarem os limites previstos dentro da nossa própria jurisdição.



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