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Desde o dia 01 de Fevereiro de 2026, as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) integraram um novo provedor internacional para o processamento de pagamentos ecfetuados através do seu website oficial. Esta alteração técnica no sistema de vendas eletrónicas traz consigo a possibilidade de encargos financeiros adicionais para os clientes, que poderão ver o valor final das suas passagens sofrer alterações em relação ao preço inicialmente apresentado no momento da reserva.
A transportadora de bandeira esclareceu, através da sua página oficial, que estas variações decorrem da oscilação cambial inerente às transações processadas fora do sistema financeiro nacional. Na prática, a conversão de moedas no acto do pagamento pode resultar em taxas extras ou num custo final superior, dependendo da flutuação do mercado e das políticas das instituições bancárias dos passageiros. A medida insere-se no processo de modernização dos sistemas operacionais da companhia, que tem procurado reforçar a eficiência dos seus canais digitais.
A decisão de externalizar o processamento de pagamentos para uma plataforma internacional surge num momento de debate público sobre o custo das tarifas aéreas em Moçambique, especialmente nas rotas domésticas. A introdução desta variável cambial no preço final dos bilhetes adquiridos pela internet gera incerteza entre os consumidores, uma vez que o montante exato do acréscimo pode não ser imediatamente visível durante a compra.
Até ao momento, a gestão da LAM não apresentou dados sobre o impacto percentual médio que esta mudança tem tido no preço final pago pelos utentes. Também não foram anunciados mecanismos de proteção ou taxas fixas que possam mitigar os efeitos das variações de câmbio para os passageiros que optam pela conveniência do canal digital, mantendo-se a recomendação de atenção redobrada aos extratos bancários após a confirmação das reservas online.



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