Continua a onda de deserções quadros influentes no Movimento Democrático de Moçambique (MDM), numa altura em que a nova liderança encontra-se a tentar revitalizar o partido, que em 2021 ficou órfão de seu fundador, após o seu falecimento.
Desta vez trata-se de quadros do partido em Tete, com destaque para o delegado político do MDM, na cidade de Tete, Daniel Fungulane, que apresentou, esta segunda-feira, a sua carta de renúncia do cargo.
Daniel Fungulane era membro do partido desde 2011 e, dentre vários cargos, dirigiu a liga juventude da cidade e da província, tendo mais tarde ocupado o cargo de chefe provincial de mobilização, antes de ocupar as funções de delegado da cidade de Tete.
O homem mais forte da cidade de Tete deixa o cargo sem dizer quais são os seus planos futuros, mas a sua renúncia pode culminar com a sua saída no partido e aventa-se a possibilidade de mais saídas, dada a sua influência, pois para além do delegado é pastor, o que gera incertezas sobre o futuro do MDM naquela cidade.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) está a enfrentar uma nova onda de renúncias de membros que alegam falta do cumprimento da linha ideológica do partido e descriminação. Lutero Simango, eleito no último Congresso num ambiente de muita agitação, tem apostado numa liderança inclusiva, mas as fracções continuam e com rostos.
Só este ano, a lista de renúncias em Sofala incluem Quizito Vasco Menezes, delegado distrital do MDM em Cheringoma; Elton Fazenda, da liga da Juventude; José Djumbe, afecto aos órgãos eleitorais ao nível distrital; Gilda Caetano, antiga delegada da liga da mulher, Titos Lourenço, da delegação provincial.
Já em Nampula, a grande baixa é Rachade Carvalho, antigo delegado do MDM naquele ponto do país e antigo deputado daquele partido, que foi responsável pelo gabinete de campanha que levou o MDM e Mahamudo Amurane ao poder em 2013. Agora, Rachade, bastante influente em Nampula, está ligado ao Movimento Nova Democracia.

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