Município de Pemba quer tirar crianças deslocadas da prostituição

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Entre os munícipes e a edilidade, é consensual que nos últimos dias tem aumentado o nível de prostituição na cidade de Pemba, uma região que nos últimos anos registou a duplicação dos seus residentes, devido a entrada massiva de vítimas dos ataques terroristas. Hoje conta com cerca de 500 mil habitantes.

Mas antes do fluxo dos deslocados, a cidade de Pemba, que também preserva uma cultura islâmica secular, a prostituição não era praticada à olho nu, até porque a zona da praia de wimbe, no mercado central vulgo “casa azul” e na zona da galp conhecido por “no 125” eram os únicos lugares publicamente conhecidos.

Hoje, com o aumento da população incluindo de visitantes que escalam a baía de Pemba, por vários motivos, incluindo profissionais, é possível identificar outros locais, conhecidos como novos locais de prostituição, onde dentre as tradicionais “vendedoras do sexo”, estão crianças.

As autoridades municipais mostram-se a par. Elas identificaram que no meio de tudo, existem crianças deslocadas e pobres, que fazem da prostituição, como meio de sobrevivência.

O Director de Resiliência Urbana, na edilidade de Pemba, Abdul Chaca revelou recentemente à imprensa que equipas multi-sectoriais, composta pela Polícia Municipal, Acção Social e o Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica, serão criadas em todos os postos administrativos para acompanhar situações de submissão de menores à prostituição.

Segundo Abdul Chaca, o município constatou que algumas mulheres que se dedicam à prostituição são crianças desacompanhadas e de familias pobres, que com sacrifício chegaram na cidade de Pemba, e como forma de se sustentar acabaram caindo nessa situação.

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