Inconformado com o fim da relação, um cidadão de 54 anos de idade, por sinal agente de segurança privada foi detido hoje, 16 de Janeiro, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), acusado de pôr fim a vida da sua esposa com recurso a uma arma de fogo no mercado Diamantino, bairro de Chamanculo, arredores da Cidade de Maputo. As três balas disparadas atingiram o abdómen, coração e o pé da então mulher falecida.
Texto: Milagrosa Manhique
De acordo com o porta-voz da PRM, Leonel Muchina, este é um crime extremamente grave por se tratar de questões passionais e por essa razão Muchina recomenda aos casais que resolvam os seus problemas de maneira mais amigável possível para que este tipo de situações não volte a ocorrer.
Confrontado sobre a veracidade dos factos, o indiciado confirmou a nossa equipa de reportagem que foi ao mercado com clara intenção de tirar a vida da sua ex-esposa e que mais tarde ele pretendia tirar a sua própria vida porque já não aguentava tantas brigas e desrespeito.
Num tom de desespero o mesmo afirmou que nenhum dos dois merecia viver neste mundo. Ademais, quando já tentava tirar a sua própria vida com recurso a mesma arma de fogo que usou para matar a sua esposa eis que se apercebeu que esta não tinha munições, e desabafou: “o que fiz não é correcto, mas foi necessário. Eu sacrificava o meu salário com ela, mas ela sempre criava confusão e eu já estava estressado”, disse o acusado.
O casal vivia maritalmente já há nove anos, mas foi em Dezembro do ano passado que a mulher decidiu abandonar e retornar à casa dos pais, mas o indiciado diz não entender as razões por detrás do abandono e desrespeito da esposa.
“Eu sempre ajudei a minha esposa no negócio dela e nunca cobrei lucros, mas para ela isso nunca foi o suficiente. Estou arrependido, mas aconteceu” disse o indiciado.

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