Numa semana em que os terroristas intensificaram ataques nos distritos a Centro e Norte de Cabo Delgado, o chefe de Estado – Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Joaquim Rivas Mangrasse, garante que já há tranquilidade em Cabo Delgado. Mangrasse, que falava à margem da cerimónia de tomada de posse do novo Chefe do Estado-Maior da Casa Militar, André Rafael Mahunguane, e de Eugénio Henrique Zitha Matlaba como vice-Comandante da Academia Militar Marechal Samora Machel, referiu, por outro lado, que considera inimigos todos aqueles que atentam contra a segurança e soberania nacional.
Duarte Sitoe
O ministro da Defesa, Cristóvão Chume, destacou, recentemente, à margem da Cimeira Extraordinária da Troika do Órgão para a Cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) na capital da Namíbia, Windhoek, que o apoio das forças estrangeiras foi imprescindível para Moçambique alcançar progressos assinaláveis na luta contra o terrorismo.
Enquanto Chume fala de progressos assinaláveis, mesmo com a onda de ataques em alguns pontos da província de Cabo Delgado, o Chefe do Estado – Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique eleva a fasquia e declara que já há tranquilidade naquele ponto do País, ignorando estatística de uma semana marcada por uma série de ataques em vários distritos.
“Em tempos mais recentes, nós dissemos que estávamos em operações com o Vulcão IV e podemos afirmar que os ganhos operacionais nos permitem dizer que há um regresso das populações que é indicador importante e também se sente essa tranquilidade no desenvolvimento, na recuperação. Para nós, só indo no terreno que podemos testemunhar aquilo que estou a dizer”, disse Mangrasse.
Os terroristas já mostraram a sua imprevisibilidade quando, numa altura em que as Forças de Defesa e Segurança apertavam o cerco na província de Cabo Delgado, protagonizaram ataques nas províncias de Nampula e Niassa.
Joaquim Mangrasse refere que as Forças de Defesa e Segurança estão em prontidão para repelir qualquer ataque dos terroristas e apelida de inimigos todos aqueles que atentam contra a segurança e soberania nacional, tendo assegurado que os militares se encontram no Teatro Operacional Norte estão prontos para cumprir o juramento, ou seja, vencer ou morrer.
“Obviamente, no combate ao terrorismo há imprevisibilidade, nós temos que continuar a manter este caudal, essa pressão no sentido de estarmos sempre prontos, por isso estamos a aprimorar a nossa estrutura no sentido de continuarmos a ser flexíveis.Eu considero todos aqueles atentam contra a segurança, a nossa soberania, como inimigos e nós vamos combater em cada milímetro do nosso território, esta é a nossa missão. O nosso juramento é claro, vamos dar o nosso máximo. Vencer ou morrer”.
Nyusi pede mais dinamismo ao novo Chefe do Estado-Maior da Casa Militar
André Rafael Mahunguane foi o homem escolhido pelo Presidente da República para liderar a sua segurança. Na cerimónia de tomada de posse, Nyusi instou Mahunguane a modernizar os seus meios de trabalho e os métodos de actuação.
“Vai integrar um corpo que trabalha por excelência no seu desempenho. É nossa esperança que ajude a não repousar nos êxitos do passado e do presente, superando-se continuamente, procurando sempre mais e melhor através da formação constante e regular dos seus quadros e na modernização dos seus meios de trabalho e métodos de actuação”, declarou o Chefe de Estado.
Para além de Mahunguane, Filipe Jacinto Nyusi empossou, ainda nesta segunda-feira, 06 Fevereiro, Eugénio Henrique Zitha Matlaba como no vice-Comandante da Academia Militar Marechal Samora Machel e a modernização voltou a ser palavra de ordem.
“No combate ao terrorismo, o comandante de pelotão formado na academia militar deve ser um elemento diferenciador nas unidades, por isso é fundamental que a instituição continue a se modernizar imprimindo mais dinamismo e flexibilidade no processo formativo sem nunca descurar o valor cívico patriótico, por isso, a instrução ministrada na academia deve-se ajustar nos requisitos e as necessidades de combate ao terrorismo”.

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