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Mitri alerta que Moçambique está à beira de uma grave crise energética

O presidente da petrolífera Puma em África, Fadi Mitri, alertou que Moçambique está à beira de uma grave crise energética por não reajustar os actuais preços dos combustíveis, alertado que nos próximos três meses o país pode enfrentar um cenário de escassez dos combustíveis.

Nos meados de Abril em curso, a AMEPETROL, apoiando-se a um novo corte na produção de petróleo na ordem de um milhão de barris por dia a partir de Maio anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), veio ao terreno alertar que os próximos meses serão desafiantes que respeita aos preços dos combustíveis.

O presidente da petrolífera Puma em África, por sua vez, lançou, recentemente, mais um sério aviso à navegação, alertando que Moçambique está à beira de uma grave crise energética por não ajustar os actuais preços dos combustíveis, tendo referido que situação do sector está insustentável devido as dívidas do Governo às gasolineiras.

“Moçambique está hoje à beira de uma grave crise energética no que respeita a hidrocarbonetos, por duas razões: o preço é muito baixa face ao custo real do produto e quem subsidia esta situação são as empresas do mercado petrolífero. O Governo deve cerca de 25 mil milhões de meticais à indústria das gasolineiras e esta é uma situação insustentável”, explicou Fidi Mitri.

Indo mais longe, presidente da petrolífera Puma em África, que disse que no primeiro trimestre do corrente ano as empresas petrolíferas reduziram a importação dos combustíveis em 54% em comparação com igual período do ano passado, advertiu que dentro de três meses Moçambique pode enfrentar um cenário de escassez dos combustíveis.

“Quando uma empresa não consegue fazer dinheiro suficiente num negócio, quando está a perder, a solução é reduzir a actividade… Logo, dentro de dois a três meses não vai haver combustíveis em Moçambique”, advertiu Mitri.

Para mudar o actual cenário de insustentabilidade no seio das empresas petrolíferas, a fonte defende um incremento de 4,55 meticais no actual preço do gasóleo. “Os preços devem subir, no gasóleo, em 4,55 meticais por litro Na gasolina não é necessário. Isso não significa que haverá um reembolso imediato dos 25 mil milhões de meticais que o Governo deve, mas, com esta medida, a dívida começa a cair”.

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