Depois de mais três anos na África do Sul, o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, partiu, nesta quarta – feira, 12 de Julho, para os Estados Unidos da América, onde será julgado pelo envolvimento no escândalo das dívidas ocultas. O jato Gulfstream G550 que levou Chang para o país presidido por Joen Biden decolou no Aeroporto de Lanseria, Johanesburgo, por volta das 10h42.
Através de um comunicado, data de 12 de Julho, o Ministério da Justiça e Serviços Correcionais confirmou que o antigo ministro das finanças, considerado por muitos como o master mind das dívidas ocultas, foi entre as autoridades norte – americanas, estando já em transito para os EUA, onde será julgado pelo seu envolvimento no escândalo das dívidas ocultas.
De referir que Chang foi preso no Aeroporto Internacional Oliver Reginald Tambo no dia 30 de Dezembro de 2018 na sequenciai de um mandado de prisão provisória emitido pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York.
Depois de detenção, Moçambique e Estados Unidos da América República de Moçambique solicitaram a sua extradição sob várias acusações. Moçambique até conseguiu ganhar a batalha para julgar Chang, mas um recurso tempestivo do Fórum de Monitória e Orçamento (FMO) acabou travando a vinda do ex-governante para Maputo.
Depois de analisar o recurso do FMO, em Junho de 2022, a justiça sul – africana repensou a sua decisão e colocou Manuel Chang na rota dos Estados Unidos da América. Inconformada com a decisão, a Procuradoria – Geral da República, apresentou requerimentos junto do Supremo Tribunal de Recurso e do Tribunal Constitucional da África do Sul.
No entanto, em Maio do corrente ano, o Tribunal Constitucional da África do Sul consumou, mais uma vez, a derrota da PGR e manteve a decisão de extraditar Manuel Chang para os Estados Unidos da América.

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