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MISA repudia participação de jornalistas e empresários de media na campanha eleitoral e em listas sem renunciarem funções

O MISA Moçambique diz ter registado, com preocupação, nos dois primeiros dias de campanha eleitoral de 2023, a participação de jornalistas e empresários de media em actividades de campanha eleitoral e como membros de listas de candidatura, alguns dos quais estão simultaneamente a concorrer e a fazer cobertura jornalística.

No entendimento do MISA, por estes estarem a participar do processo de campanha colocam em causa o profissionalismo, a credibilidade e a independência editorial, sobretudo do pluralismo político.

“O MISA Moçambique repudia, com veemência, esta participação de jornalistas e empresários de media na campanha eleitoral e em listas de candidatura, sem a renúncia de funções anteriores”, lê-se numa nota recebida na nossa redação.

Atanásio Marcos, pivot da TVM, tem sido um dos mais activos jornalistas na campanha da Frelimo

Refira-se que o MISA emitiu, hoje, dia 28 de Setembro, (Dia Mundial de Acesso à Informação), pedidos de informação às entidades de Comunicação Social dos jornalistas até aqui identificados, solicitando esclarecimentos sobre as condições em que eles estão envolvidos em política activa; possíveis medidas a tomar e as garantias para assegurar a credibilidade e a independência editorial, evitando interferências de ordem política.

Enquanto aguarda pelos esclarecimentos aos pedidos de informação, o MISA volta a alertar aos jornalistas para que pautem por um maior profissionalismo na sua actuação, respeitando os princípios de ética e deontologia profissional, as leis e os regulamentos que regem a actividade durante o processo eleitoral; por outro lado, para que as empresas e os empresários do sector dos media, mesmo no contexto de lacunas regulatórias sobre a sua participação em actividades políticas, busquem adoptar instrumentos de autorregulação que permitam uma maior protecção da actividade das redacções contra inferências no trabalho que desenvolvem.

No entendimento do MISA, mesmo os media privados (exceptuando os declaradamente partidários), operam o jornalismo profissional, devendo agir como entidades, editorialmente, independentes e que promovam o pluralismo político, conforme as boas práticas democráticas, a Constituição da República e a Lei de Imprensa.

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