Mazula diz que CNE e STA estão com credibilidade abaixo de zero depois das irregularidades nas VI Eleições Autárquicas

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O acadêmico e antigo presidente da Comissão Nacional de Eleições, Brazão Mazula, não tem dúvidas que a desorganização que foi tônica no dia da votação nas VI Eleições Autárquicas foi premeditada. Mazula, que adiantou que podem existir círculos que decidem eleições fora da Comissão Nacional de Eleições e Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, referiu que os órgãos da administração eleitoral estão com a credibilidade abaixo de zero por aquilo que aconteceu um pouco por todo país no dia da votação.

Depois de ter sugerido a implementação do voto electrônico para acabar com a desconfiança entre o Estado e cidadão, o primeiro presidente da Comissão Nacional de Eleições, Brazão Mazula, considera que a desorganização verificada no processo eleitoral em curso foi premeditada.

“Quando os editais das mesas de voto não correspondem com os editais que entregam aos delegados já é uma desorganização. Quando o número das votantes é muito superior ao número dos escritos também é uma desorganização. Não quero acreditar que foi por falta de experiência. O que posso fazer, é pensar que foi premeditado, mas premeditação significa malícia. Acho que a STAE e CNE tem de aprender de uma vez para sempre que devem ser uma organização limpa no processo”.

Mazula acredita que os Membros das Assembleia de Votos que se recusaram a assinar editais e actas receberam orientações, tendo ainda referido que os órgãos que administração saíram com a credibilidade abaixo de zero no presente eleitoral e que há forças externas que tomam as decisões fora da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

“A CNE e STAE são órgãos oficiais, mas o processo indicou que há uma CNE fora, que há uma CNE real, há um STAE real é aquela cuja se ordens que dizem não assinar as actas, enche as urnas. Isso que aconteceu porque há alguém superior que mandou. É triste que haja instituições oficiais para orientar, gerir e administrar o processo eleitoral e haja instituições não oficiais que de facto dirigem e gerem o processo”.

O antigo Reitor da Universidade Eduardo Mondlane aponta, por outro lado, o dedo ao partido no poder pela desorganização no processo eleitoral, uma vez que o mesmo “deixou-se infiltrar tecnocratas que fizeram o que fizeram incluindo essa desorganização, pensavam que pagando 25 mil aos MMVs ou 500 mil ao diretor distrital tudo corria bem. o homem não vive só de dinheiro. Essas pessoas que receberam dinheiro são as mesmas que denunciam porque a consciência chama a responsabilidade. Não se pode dirigir um processo de uma forma comercial”.

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