Iveth e Paulina Chiziane discutem os desafios da maternidade em “Ser Mãe”

CULTURA

A rapper e activista social moçambicana lançou, na segunda-feira, 09 de Setembro, a sua recente obra audiovisual, intitulada “Ser Mãe”, que conta com a colaboração da renomada escritora moçambicana Paulina Chiziane e da cantora Mimae. O single serve de um prelúdio para o seu segundo disco de originais, denominado “Entre (tanto)”, a ser lançado no ano em curso, retratando os momentos agridoces que as mulheres passam durante e depois da maternidade.

 

Elisio Nuvunga

 

No single, Iveth explora a maternidade através das vozes das mães, destacando o amor e a dedicação materna, mas também o sofrimento e os desafios que essa missão envolve. Sem cair na armadilha de romantizar a maternidade, a cantora aborda as dificuldades, os obstáculos e as expectativas que acompanham essa nobre posição, revelando sua verdadeira grandeza.

 

“Estou a falar da maternidade na visão de uma mãe. Não falo só de coisas boas, como também de todos os desafios, que é gerar, criar e levar uma criança para o mundo. Isto é definitivamente trazer uma mensagem para os filhos, para perceber qual é o percurso de ser uma mãe e qual é a toda logística, sentimento e emoção que está por detrás de ser uma mãe. Quero transmitir esta mensagem para os filhos e para o mundo dizer ser mãe é isso e temos que estar cada vez mais conscientes porque maternidade não é só uma coisa bonita, como também é difícil”, explicou.

Ivete Mafundza, também jurista, ao seu estilo característico, usa o rap para transmitir e descrever os desafios enfrentados antes e depois da maternidade, desde as dores e o perigo que esta pode representar durante o acto.

 

“Mudanças hormonais e a barriga lá crescia e continuava eu de pé de dia e noite no trabalho continuava eu de pé, mesmo com mais uma recaída… o dia D chegou e eu sabia que podia não voltar para casa, mas corri o risco de ser a tua mãe. Mesmo exausta cuidei de ti noites em claros”, ouve-se.

 

Enquanto isso, Paulina Chiziane, uma das vozes mais respeitadas da literatura moçambicana, contribui com sua perspectiva e experiência, trazendo uma camada adicional de profundidade à música. Sua participação adiciona um elemento literário e reflexivo, ajudando a capturar as complexidades da experiência materna.

 

“No colo da mãe a criança sorri de felicidade, afinal o paraíso reside nos braços de uma mãe. Ela venceu a ansiedade dos 09 meses de espera, seja menina ou rapaz. Segurar um bebé é segurar o futuro com a mais bela canção de embalar, enquanto embala o filho a mãe se embala de também de esperança”.

 

Por sua vez, Mimae complementa a faixa com uma performance vocal que acentua a emoção e a vulnerabilidade da mensagem. Por outro lado, a artista reflete a beleza e o amor incondicional que vem com a maternidade, mas também reconhece os desafios e os sacrifícios envolvidos.

 

“Ser tua mãe é lindo sim, estarei aqui até ao fim é sacrifício também é dor, a mais linda história de amor”, canta.

Em linhas, “Ser Mãe” é mais do que apenas uma música, é uma reflexão profunda sobre a experiência da maternidade, é um gesto de honrar a todas mulheres moçambicanas e as do mundo no geral. A combinação do rap, rnb, activismo social e a literatura de Paulina Chiziane é uma meio encontrada pela Iveth para enriquecer a esfera pública, sobretudo enaltecer as forças e resiliência de todas mães que colocam em risco suas vidas por um filho.

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