Os resultados anunciados pelas Comissões Provinciais de Eleições foram rejeitados pelo PODEMOS e o seu candidato, Venâncio Mondlane, garantiu, nesta quinta – feira, 17 de Outubro, que vai recorrer ao Conselho Constitucional com actas e editais originais da votação assim que a Comissão Nacional de Eleições anunciar os resultados das Eleições Gerais, Legislativas e das Assembleias.
Depois de Nampula, Vivencio Mondlane escalou, nesta quinta-feira, 17 de Outubro, a província de Sofala, concretamente a Cidade de Beira, onde revelou que vai recorrer ao Conselho Constitucional com o objectivo de invalidar os resultados que serão anunciados pela Comissão Nacional de Eleições.
“Neste momento estamos a fazer, a nível nacional, a agregação dos editais originais. Estamos a tirar cópias, estamos a fazer o ‘scan’, para termos o registo também digital de todo o material e estamos enviando pouco a pouco para Maputo, para ver se depois do anúncio dos resultados nacionais pela CNE a gente tenha condições para rapidamente apresentar o recurso ao Conselho Constitucional”, declarou Mondlane para depois apontar que as actas e editais originais de votação serão usados como para provar que os resultados foram adulterados, tendo ainda apontado que o recurso vai exigir um esforço financeiro.
“Este que é o nosso fundamento, a nossa preocupação, porque envolve uma ginástica muito grande, tanto em termos financeiros como em termos organizacionais, como em termos de capacidade jurídica de fundamentar o recurso. É um exercício gigantesco, então é isto que estamos a fazer, a nível nacional, e também, por outro lado, a parte motivacional. Motivar as pessoas, motivar os jovens, que temos que continuar firmes, temos que continuar a lutar com base em todos as janelas que legalmente existem para o efeito”.
Na segunda maior cidade do país, Venâncio Mondlane queixou-se de intimidação por parte dos agentes da lei e ordem. Relativamente a greve geral marcada para dia 21 do corrente mês, Mondlane garantiu que a ideia é atacar instituições, mas sim paralisar as actividades.
“É um direito básico que todo cidadão tem, de aderir a uma greve, seja no setor privado ou no setor público, querendo. Se não quer, não adere, mas querendo pode aderir. Não precisa de autorização de ninguém. Não é uma manifestação pública de ataque a instituições. Se isso acontecer, está fora do padrão daquilo que nós queremos. É apenas paralisação das atividades. Apenas isso, não é mais nem menos do que isso”, concluiu

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