O Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) lamentou profundamente o bárbaro assassinato de Elvino Dias, assessor jurídico de Venâncio Mondlane. Para a OAM, o assassinato de Dias representa um atentado à profissão de advogado e, por isso, pede esclarecimento e punição dos assassinos.
A Ordem dos Advogados de Moçambique observa que coincide no mesmo dia em que foi assassinado o primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, referindo que este acontecimento atenta ao Estado de Direito Democrático.
“Há sempre presunção de que não se pode ser virtuoso num país de desonestos, mas neste caso, há que reconhecer, o nosso COLEGA merece a nossa total contemplação, pela sua galhardia na preservação do império da lei. Não tenhamos ilusões, Colegas, este bárbaro assassinato é um atentado à profissão de advogado, à sua independência, ao Estado de Direito e à Democracia, pois não se pode, em consciência, dissociar a mesma morte, até prova em contrário, dos actos praticados pelo Ilustre Colega, enquanto advogado de primeira linha”, refere a OAM
Por outro lado, a instituição liderada por Carlos Martins, para além de pedir esclarecimento do assassinato do advogado de Vivencio Mondlane, vai organizar uma marcha de repudio em todo território nacional.
“A nossa classe deve se levantar contra a impunidade e o crime organizado que tomou conta das instituições. Devemos demonstrar total indignação e interrogações, acompanhando e exigindo esclarecimento e punição deste bárbaro crime. Uma marcha de repúdio em todos os Conselhos Provinciais também deve ser feita em memória deste combatente pela afirmação da advocacia livre e independente. A Ordem dos Advogados vai orientar a Comissão de Defesa das Prerrogativas dos Advogados para acompanhar todas as incidências das investigações, pois o crime não deve compensar”.

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