Depois de cinco anos, LAM livra-se dos aviões “Embraer 190” que estavam estacionados no Quênia

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  • Uma das aeronaves foi vendida em peças

Ao cabo de cinco anos, depois de somar avultados prejuízos de parqueamento r manutenção, as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) conseguiram se desfazer dos aviões “Embraer 190” que estavam estacionados num hangar na capital queniana, Nairóbi. Uma das aeronaves foi vendida para uma companhia inglesa, enquanto o outro foi vendido em peças. Esta operação acontece numa altura em que a companhia de bandeira funciona sem aviões próprios.

Aquando da colocação das duas aeronaves que estavam no Quênia no mercado, as Linhas Aéreas de Moçambique justificaram que tiraram os mesmos da circulação porque queriam uniformizar a frota.

De 2019 até Outubro do ano em curso, a companhia de bandeira enfrentou dificuldades para encontrar o comprador, visto que os aviões “Embraer 190” abundam no mercado aeronáutico.

Face a ausência do comprador, a direcção das Linhas Áreas de Moçambique admitira em 2022 vender as aeronaves em peças, por sinal uma opção que não permitiria que a empresa recuperasse metade do investimento que fez na compra dos aviões.

Depois de cinco anos a pagar 40 mil dólares de parqueamento, ou seja, 20 mil para cada avião, e outros milhões pelas despesas de manutenção, a companhia de bandeira conseguiu vender as duas aeronaves.

De acordo com fontes do Evidências, uma das aeronaves foi vendida para uma companhia sediada em Inglaterra, enquanto a outra foi vendida em peças. Ainda não foram revelados os valores embolsados pela empresa agora dirigida por Américo Muchanga. No entanto, tudo indica que foi mais um negócio ruinoso da companhia que não conseguia ser reanimada pela Fly Modern Ark.

Actualmente, as Linhas Aeras de Moçambique seguem sem nenhum avião próprio e dependem de aviões alugados das marcas Boing e Q400, num negócio que tudo indica envolveu fabulosas “comissões” para algumas pessoas da empresa e do Governo.

As referidas aeronaves usadas para as operações da LAM foram alugadas no estrangeiro, num pacote que incluiu também tripulantes expatriados que vivem no hotel, com custos suportados pela companhia de bandeira, enquanto há uma dezena de pilotos e comandantes da companhia que estão em terra por falta de aparelhos para operar.

De lembrar que, em 2009, os aviões “Embraer E190” chegaram novos no país e foram estacionados no Quênia depois de 10 anos de serviços, ou seja, em 2019.

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