MULEIDE discute estratégias para redução de doenças sexualmente transmissíveis

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A Associação Mulher, Lei e Desenvolvimento (MULEID), organização que lida com os direitos das mulheres, em parceria com a Saywhat discutiu nesta segunda-feira, 24 de Fevereiro, em Maputo, estratégias para reduzir os casos de doenças sexualmente transmissíveis. O evento serviu igualmente para abordar os desafios da saúde reprodutiva de jovens e adolescentes em todo o país, especialmente nas zonas rurais.

A cerimónia reuniu cerca de 60 jovens e adolescentes de todas as províncias do país, além de representantes do governo e membros da sociedade civil, para dialogar, discutir e informar sobre saúde sexual e reprodutiva.

Entre vários desafios enfrentados pelos jovens e adolescentes, a Organização Não Governamental (ONG) destacou a questão do acesso à informação, essencial para garantir a educação sexual e mitigar as doenças adquiridas por estas vias.

“Embora Moçambique seja o segundo país com maior índice de contracção do HIV/SIDA e também um país com índices extremamente elevados de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo nas zonas rurais, onde a disseminação de informação é limitada, é fundamental garantir que todos tenham acesso às informações necessárias para evitar situações de género”, afirmou Sharon Turzão, coordenadora do projecto Educação Sexual para a transformação (SET), durante a Conferência Nacional sobre Saúde Sexual e Reprodutiva, que teve como lema “Nosso corpo, nossa saúde, nosso futuro”.

Ao final da conferência, a coordenadora da MULEID expressou a expectativa de que os jovens possam, também, transmitir o conhecimento e a experiência adquiridos: “Esperamos criar uma rede de diálogo, sem tabus, para que esses jovens possam disseminar as informações sobre saúde sexual e reprodutiva nas suas zonas de origem”, acrescentou.

Por sua vez, o Ministério da Saúde, através do seu representante Joaquim Saquene, destacou os avanços na promoção dos direitos sexuais e reprodutivos, especialmente na expansão dos serviços básicos para jovens e adolescentes.

“Nós tínhamos cerca de 120 jovens e adolescentes nos ‘serviços amigos do adolescente’ e agora estamos caminhando para mais de 350. Pode parecer um número pequeno, mas isso demanda muitos recursos, infra-estrutura, recursos humanos e financeiros para expandir esses serviços”, afirmou Saquene.

Além de promover os direitos sexuais e reprodutivos, o Ministério da Saúde tem desenvolvido várias estratégias em parcerias com outras entidades estatais e não governamentais. Dentre elas, destaca-se a “Estratégia de Saúde Escolar”, desenvolvida pelos Ministérios da Saúde, Juventude e Desporto, Educação e Ministério do Género, Criança e Acção Social.

Um dos principais desafios do governo, de acordo com Saquene, continua sendo a expansão dos serviços específicos para disseminação de informações para jovens e adolescentes, incluindo a prestação de serviços clínicos e outros, por isso “o governo e seus parceiros vai continuar a envidar esforços para o bem-estar dos jovens e adolescentes para um futuro melhor”, sublinhou.

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