ENH anuncia poupança entre 20 a 25 milhões de dólares por ano com a unidade de processamento de GPL

DESTAQUE ECONOMIA
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A cadeia de valor do gás em Moçambique atingiu um novo capítulo com a inauguração da primeira unidade integrada de processamento de hidrocarbonetos, com foco na produção de gás de cozinha (GPL), um passo considerado estratégico para reduzir a dependência externa, fortalecer a soberania sobre os recursos naturais do país e poupar entre 20 a 25 milhões por ano.

Segundo a presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Ludovina Bernardo, mais do que histórica a inauguração da unidade de processamento, representa um passo estratégico para a redução das importações.

“Hoje é um dia histórico para Moçambique e para o Governo. Estamos a entregar aos moçambicanos a primeira fábrica construída no país para produzir gás de cozinha, um marco que reduz importações e reforça o orgulho do cidadão”, afirmou o PCA.

A licença de concessão da planta pertence ao Estado moçambicano, no âmbito do Acordo de Partilha de Produção (PSA), que contratou a Sasol Mozambique para conduzir o processo, desde a pesquisa, separação de fluídos combinados, até à produção industrial.

Segundo o líder da estatal, quase todo o gás de cozinha consumido em Moçambique é actualmente importado. Com a nova unidade, a previsão inicial de produção é de 30 mil toneladas anuais, devendo reduzir entre 50% e 75% as importações, dependendo da performance operacional da fábrica.

A poupança estimada pode alcançar entre 20 e 25 milhões de dólares por ano, com um impacto directo na balança de pagamentos.

“Este empreendimento está a inverter um ciclo histórico. É o gás a ser monetizado e industrializado aqui mesmo, no país, para servir a economia e o cidadão”, referiu Ludovina Bernardo..

Cadeia de distribuição abre portas a jovens e PME’s

O Governo, através da ENH, delegou à empresa pública Petromoc a gestão da componente comercial do gás processado. Quatro empresas foram contratadas para a fase inicial de distribuição, com entrega às comunidades através de distribuidores e revendedores locais.

“Pedimos que os revendedores que hoje comercializam gás importado abram espaço para novos operadores, sobretudo jovens, micro, pequenas e médias empresas. Este projeto tem de gerar emprego, renda para as famílias e conteúdo local real. Queremos que a oportunidade seja ampliada para mais pessoas e empresas nacionais”, defendeu

A expectativa é que o aumento da capacidade produtiva e o surgimento de novas plantas em outras regiões criem um efeito multiplicador na economia familiar e empresarial.

Numa altura em que a expectatitiva, sobretudo dos residentes em Inhambane era de ter unidades de enchimento locais, tendo em vista a redução do preço, a responsável garantiu que haverá esforços institucionais para equilibrar o preço do gás ao consumidor final.

“A preocupação do cidadão comum é legítima. Tudo será feito para assegurar um preço relativamente justo, alinhado ao custo da produção e ao benefício social que se quer gerar”, assegurou.

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