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Uma comitiva composta por 13 empresários moçambicanos encontra-se em Minas Gerais para reforçar parcerias e atrair investimentos brasileiros para o sector mineiro em Moçambique. O grupo participa, desde esta quarta-feira (13), de encontros empresariais em Belo Horizonte, numa iniciativa voltada para o intercâmbio de tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócio na área da mineração.
A delegação é organizada pela Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) e liderada pelo seu presidente, Lineu Candieiro, que considera o modelo mineiro brasileiro uma referência para o futuro da mineração moçambicana.
Segundo Candieiro, Moçambique pretende apostar numa mineração mais moderna, tecnológica e ambientalmente responsável, inspirando-se na experiência de Minas Gerais, considerada uma das principais regiões mineiras do Brasil.
“Queremos aprender como se faz mineração com padrões internacionais e levar essa experiência para Moçambique. O nosso país possui enormes recursos minerais e não quer ficar atrás no processo de modernização do sector”, afirmou.
A comitiva moçambicana está no Brasil desde o dia 6 de Maio e já visitou outros estados brasileiros em busca de empresas interessadas em investir e operar em Moçambique. O presidente da FDEM garantiu ainda que o país está empenhado em reduzir barreiras burocráticas e criar um ambiente favorável ao investimento estrangeiro.
“Moçambique vive um momento de crescimento económico e estamos comprometidos em garantir segurança jurídica aos empresários brasileiros interessados em investir no nosso país”, acrescentou.
A visita foi articulada pelo empresário brasileiro Abraão Veloso, sócio da Brasil & Israel Mineração, que destacou o potencial mineral de Moçambique e a necessidade de cooperação técnica entre os dois países.
De acordo com Veloso, Moçambique dispõe de vastos recursos naturais, mas necessita de mais tecnologia e mão-de-obra especializada para expandir a exploração mineira de forma sustentável. O empresário revelou ainda que decorrem esforços para mobilizar investigadores e especialistas brasileiros do sector para actuar no país africano.



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