Eleição de Carlos Ussman no CDJ da Manhiça sob risco de anulação devido a acção judicial

POLÍTICA
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O processo eleitoral do Conselho Distrital da Juventude (CDJ) da Manhiça pode ser suspenso a qualquer momento na sequência de uma providência cautelar submetida esta quarta-feira, 05 de Agosto, pela ARDH (Associação Rede dos Direitos Humanos), através da sua Delegação Distrital local. A acção judicial visa travar o desfecho do pleito que culminou com a eleição de Carlos Ussman para a presidência da agremiação juvenil.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, a iniciativa fundamenta-se nas diversas irregularidades denunciadas ao longo do processo eleitoral. O objectivo central da medida é paralisar os trâmites para permitir que as instâncias competentes analisem a legalidade e a conformidade dos procedimentos adoptados pela comissão eleitoral antes que os resultados sejam consolidados.

Caso o tribunal ou as entidades competentes acolham a providência cautelar, a eleição e os actos subsequentes ficarão temporariamente suspensos até que haja uma decisão definitiva sobre o mérito das irregularidades e reclamações apresentadas.

A contestação às eleições do CDJ da Manhiça vinha a ganhar corpo através da candidatura derrotada de Ernesto Sambo, que denunciou publicamente a falta de transparência e a alegada parcialidade por parte da Assembleia Eleitoral, tendo adiantado a intenção de recorrer às instâncias superiores para anular os resultados divulgados.

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