HCN realiza com sucesso cirurgia para a remoção de tumor de 10 quilos do ovário

SAÚDE
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  • Paciente e pessoal médico suspeitavam que fosse gravidez

O Hospital Central de Nampula (HCN) realizou uma cirurgia de alto risco e de grande complexidade, tendo removido com sucesso um tumor gigante do ovário com mais de 10 quilos de uma jovem que, devido à distensão abdominal acentuada, acreditava estar grávida de termo. Este feito representa uma página marcante na história clínica da unidade, sublinhando a sua capacidade técnica e a prontidão para lidar com diagnósticos desafiantes e patologias volumosas.

Luísa Muhambe

O caso que ocorreu na passada quarta-feira envolveu uma paciente de 25 anos, natural de Alto Ligonha, na Província da Zambézia, e residente em Mutauanha, em Nampula, que apresentava um quadro clínico complexo, inicialmente mal diagnosticado.

A paciente procurou assistência médica devido a uma acentuada distensão abdominal e um prolongado atraso menstrual. A conjugação destes sinais levou a jovem e diversos profissionais de saúde a suspeitar de uma gravidez de termo (gestação completa). Após tentativas de solução, a paciente foi encaminhada para a Cidade de Nampula, onde inicialmente foi assistida no Hospital Geral de Marrere.

No Hospital Geral de Marrere, o quadro foi diagnosticado preliminarmente como suspeita de gravidez de termo sem trabalho de parto, agravada por uma apresentação fetal transversal, uma condição onde o feto não se encontra na posição longitudinal ideal para o parto. Face à complexidade e urgência do caso obstétrico aparente, a paciente foi transferida de imediato para o Hospital Central de Nampula.

Na maior unidade sanitária da região, a equipa médica iniciou uma avaliação rigorosa e criteriosa. Foram realizados com prontidão exames complementares essenciais, incluindo ecografia pélvica, ecografia abdominal e tomografia axial computorizada (TAC), além de uma avaliação anestésica completa. A investigação ecográfica revelou um resultado inesperado e decisivo: a inexistência de gravidez. A massa que preenchia e distendia a cavidade abdominal era, na verdade, um tumor gigante do ovário.

O tumor foi classificado como tendo mais de 10 quilos e a sua dimensão ocupava a quase totalidade do espaço abdominal, mimetizando a gravidez de termo e justificando o erro de diagnóstico inicial. A intervenção cirúrgica para a remoção da massa foi coordenada por Filipa Ganje Lisboa, médica gineco-obstetra, e a sua equipa.

A cirurgia demonstrou-se tecnicamente desafiante, dadas as grandes dimensões do tumor e a sua intensa irrigação sanguínea. A remoção do tumor exigiu uma combinação de habilidade, calma e precisão extrema da equipa. A dimensão e o peso da massa tumoral exigiram um esforço físico considerável por parte dos cirurgiões e assistentes, que operaram após longas horas de trabalho.

A intervenção foi concluída com sucesso. A paciente encontra-se actualmente internada na enfermaria, a realizar um processo de recuperação pós-operatória que tem sido classificado como positivo. Os cuidados especializados e atentos da equipa médica e de enfermagem acompanham a fase de convalescença.

Este caso clínico é um testemunho da capacidade técnica e diagnóstica do Hospital Central de Nampula. A precisão na realização e interpretação de exames como a ecografia e a TAC foi crucial para reverter o diagnóstico inicial e determinar a intervenção cirúrgica adequada.

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