Ex-membros da Igreja detidos após vandalizarem templo da IPHC no Bairro Ferroviário

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Cinco cidadãos encontram-se detidos no Posto Policial do Bairro Ferroviário, indiciados pela invasão e vandalização de um dois templos da Igreja Internacional Pentecostal Holiness Church (IPHC), naquele bairro da cidade de Maputo. A detenção ocorreu na sequência de actos de desordem registados no interior do templo, que culminaram na interrupção do culto e em danos ao património da instituição religiosa.

De acordo com a Coordenação Nacional da IPHC, os detidos, todos ex-membros da Igreja, introduziram-se de forma ilegítima nas instalações da congregação no bairro do Ferroviário, onde intimidaram líderes pastorais, criaram um ambiente de instabilidade e atentaram contra bens da Igreja, colocando em causa o normal funcionamento das actividades religiosas.

Os indivíduos em causa foram identificados pela igreja como Euzébio Mondlane, Naftal Langa, Raul Miguel Machava, Daniel Manhique e Eduardo Simbine, que antes professavam na Branch (paróquia) de Guava.

A liderança eclesiástica afirma que os suspeitos estão ligados a grupos dissidentes e que vêm, de forma recorrente, protagonizando actos de perturbação de cultos e intimidação em várias congregações da IPHC, desrespeitando as normas doutrinárias, disciplinares e administrativas da instituição.

Na sequência dos factos, os envolvidos foram detidos no Posto Policial do Bairro Ferroviário e aguardam procedimentos legais. As autoridades investigam uma eventual prática dos crimes de introdução em lugar vedado ao público e dano, previstos no Código Penal moçambicano.

A IPHC esclarece que as detenções não configuram perseguição religiosa, mas sim uma acção legal para repor a ordem, proteger o património e garantir a integridade dos seus ministros e fiéis.

A Igreja reconhece que atravessa um período de tensão interna desde 2016, após a morte do MG Conforter, contexto que deu origem a divisões e ao surgimento de grupos dissidentes sem legitimidade institucional.

A Coordenação Nacional apela à calma entre os fiéis e exige uma actuação firme das autoridades para travar novos actos de vandalismo, assegurar a ordem pública e garantir o livre e regular exercício do culto religioso.

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