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Mais de 123 mil pessoas foram afectadas pelas cheias registadas em várias regiões de Moçambique, na sequência das chuvas moderadas a fortes que se fizeram sentir entre 21 de Dezembro de 2025 e 13 de Janeiro de 2026.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco e Desastres (INGD), as intempéries provocaram inundações urbanas, erosão e destruição de infra-estruturas sociais, resultando em 123.495 mil pessoas afectadas, correspondentes a 23.810 mil famílias .
Ademais, os dados oficiais apontam para oito (08) óbitos, não havendo registo de feridos nem de pessoas desaparecidas até ao momento.
No que diz respeito às habitações, o impacto foi significativo, com 2.701 mil casas parcialmente destruídas e 19.266 casas inundadas. As cheias afectaram ainda oito (08) unidades sanitárias e uma casa de culto.
O sector da educação também sofreu danos consideráveis, com 25 escolas afectadas, envolvendo 77 salas de aulas e seis blocos administrativos, o que comprometeu o processo de ensino e aprendizagem de 3.101 alunos e 112 professores.
As infra-estruturas rodoviárias não escaparam aos efeitos das chuvas, tendo sido afectadas mais de 552 quilómetros de estradas e danificados cerca de 5,6 quilometros, além de pontes e dez (10) sistemas de abastecimento de água.
No sector pecuário, registou-se a morte de 1.396 animais, entre bovinos, caprinos e aves.
Na agricultura, as cheias afectaram mais de 44 mil hectares de área agrícola, resultando na perda de cerca de 3.740 mil hectares de cultura e somando prejuízo para 10.548. mil agricultores.
De acordo com o INGD, para responder à situação, foram activados 21 centros de acomodação, dos quais 10 continuam activos, acolhendo cerca de 4.451 pessoas, enquanto 11 centros já foram encerrados, após uma assistência de de 7.682 pessoas, somando um total de 12, 133 mil pessoas.
O mapa de impacto humano indica maior incidência nas províncias do centro e sul do país, com destaque para zonas de Sofala, Zambézia, Gaza e Inhambane, mantendo as autoridades em estado de alerta face à continuidade da época chuvosa.



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