Ruídos de fissuras e erosão acelerada na baragem de Senteeko agravam risco de colapso

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A situação de instabilidade da barragem de Senteeko, localizada na área de Barberton, distrito de Mbombela, na África do Sul, construída sobre o rio Crocodilo, um dos afluentes do rio Incomati, continua a inspirar sérias preocupações, depois de engenheiros no terreno terem confirmado a existência de ruídos provenientes de fissuras na estrutura do descarregador antigo, sinal claro de degradação avançada e risco acrescido de colapso.

De acordo com uma actualização divulgada pelo Conselho de Irrigação, o descarregador apresenta-se extremamente instável, sendo audíveis estalos e sons de fissuração, indícios de que a estrutura poderá estar a ceder sob a pressão da água.

Paralelamente, a erosão por socavamento manteve-se ao longo da noite, sem que os níveis da água na barragem estejam a baixar à velocidade considerada segura.

Um dos aspectos mais alarmantes identificados pelos engenheiros, segundo escrevem vários medias sul-africanos, é a exposição total do núcleo de argila localizado por baixo do descarregador. Este elemento estrutural essencial encontra-se a sofrer um processo de erosão acelerada, descrito como “alarmante”, o que aumenta significativamente a probabilidade de falha da barragem caso as condições actuais se mantenham.

Apesar das medidas de mitigação em curso, o Conselho de Irrigação de De Kaap reconhece que a situação permanece inalterada e que a estrutura continua insegura. As autoridades garantem, no entanto, que a evolução do cenário está a ser monitorizada de forma permanente, com acompanhamento técnico contínuo, mas mantém-se o alerta para evacuação de zonas ribeirinhas.

Refira-se que, na última quarta-feira, as autoridades moçambicanas apelaram à evacuação preventiva das populações que vivem nas zonas ribeirinhas do rio Incomati que atravessa os distritos da Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene, face ao risco iminente de desabamento de daquela barragem de terra.

Neste momento, técnicas da DNGRH e da ARA-Sul encontram-se no terreno a acompanhar, em tempo real, a evolução da situação, avaliando os possíveis impactos hidrológicos e reforçando os mecanismos de alerta às comunidades.

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