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A companhia aérea sul-africana Airlink iniciou oficialmente, nesta segunda-feira, 02 de Fevereiro, as operações da sua nova ligação aérea directa entre a cidade portuária de Nacala e Joanesburgo. Esta iniciativa representa um passo significativo no reforço da conectividade internacional da região norte de Moçambique, projectando a economia da província de Nampula para novos patamares de visibilidade no mercado regional. A infra-estrutura logística de Nacala passa agora a contar com um canal de mobilidade mais ágil, ligando-se directamente ao maior centro económico da África do Sul.
De acordo com as informações disponibilizadas pela empresa Aeroportos de Moçambique, a rota será operada com uma frequência de dois voos semanais, realizados pontualmente às segundas e sextas-feiras. Esta regularidade foi planeada para assegurar uma ligação estável e confiável, atendendo à procura crescente por serviços de transporte aéreo que facilitem o trânsito entre o corredor logístico de Nacala e a capital sul-africana. A implementação desta nova frequência aérea reflecte o compromisso das autoridades aeroportuárias em maximizar o potencial das infra-estruturas nacionais.
O lançamento desta rota é o resultado directo dos esforços contínuos do Conselho Executivo Provincial de Nampula, que tem trabalhado para posicionar Nacala como um dos principais eixos de desenvolvimento económico e logístico do País. A génese desta ligação aérea remonta aos diálogos estabelecidos durante a última Feira Económica de Nampula, momento em que a classe empresarial e as autoridades locais identificaram a carência de voos internacionais como um obstáculo à plena dinamização do Porto de Nacala e das indústrias circundantes.
A dinâmica empresarial da província de Nampula, impulsionada pela actividade portuária e pelo crescente interesse de investidores estrangeiros, foi o factor determinante para viabilizar o investimento da Airlink. O Governo e o sector privado convergem na opinião de que a nova ponte aérea funcionará como um catalisador para o turismo de negócios e para o investimento directo estrangeiro. Ao facilitar o acesso físico à região, Moçambique reforça a sua competitividade e consolida a integração da província de Nampula nas cadeias regionais de comércio e prestação de serviços.



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