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A greve dos profissionais de saúde em Moçambique já afecta cerca de 80 por cento das unidades sanitárias em todo o país, segundo anunciou, esta terça-feira, 03 de Fevereiro, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), que reiterou a decisão de manter a paralisação.
A associação rejeita o que classifica como “falsidades do Governo” em torno do impacto da greve e sustenta que a paralisação tem uma expressão nacional significativa, com os impactos directos no funcionamento do Sistema Nacional de Saúde.
O presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, explicou que os dados resultam de informações recolhidas junto das delegações provinciais, distritais e locais da organização. Segundo Muchave, a redução ou paralisação dos serviços em unidades sanitárias de base compromete toda a rede de referência do sistema de saúde.
“Quando uma unidade sanitária distrital ou local reduz ou paralisa os seus serviços, toda a rede de referência entra em colapso”, afirmou.
A APSUSM reafirma que a greve se mantém até que as suas reivindicações sejam atendidas, enquanto o Governo continua a defender que os serviços mínimos estão a ser assegurados nas unidades de saúde.



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